Clara Azevedo/Portuguese Prime Minister Office via REUTERS
Clara Azevedo/Portuguese Prime Minister Office via REUTERS

Portugal recua e impõe toque de recolher às 23h no Réveillon

Antes, governo havia anunciado que restrição começaria a partir das 2h no Ano Novo; para conter covid-19, entre dia 1º e 3 de janeiro, população não poderá sair de casa entre 1h e 5h da manhã

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2020 | 08h51

LISBOA - O governo de Portugal voltou atrás e anunciou que o toque de recolher para conter o contágio do novo coronavírus entrará em vigor a partir das 23h da véspera de Ano Novo.

A medida, anunciada nesta quinta-feira pelo primeiro-ministro António Costa, é um recuo do que foi falado há duas semanas, quando o premiê português disse que a restrição começaria a partir das 2h.

"Temos que cortar totalmente as celebrações de Ano Novo", disse Costa a repórteres após uma videoconferência com ministros.

O primeiro-ministro acrescentou ainda que, entre o dia 1º e 3 de janeiro, as pessoas também não poderão sair de suas casas entre 1h e 5h da manhã. 

As restrições foram decididas após uma reavaliação das medidas tomadas anteriormente. Segundo Costa, apesar de uma leve queda nos números da pandemia, o contágio do vírus não está desacelerando da maneira que era desejada. 

"O número de casos por semana está caindo, mas não tão rápido quanto antes", disse Costa, acrescentando que o governo decidiu endurecer as medidas no Réveillon para que as regras durante o Natal não fossem tão severas.

Não há limite de quantas pessoas podem se reunir por família para o Natal, e a proibição de viagens domésticas foi suspensa entre 23 e 26 de dezembro. 

O premiê, porém, disse que as celebrações devem ser feitas "com o máximo cuidado" e pediu para que as pessoas evitem locais mal ventilados e a usem máscaras durante as reuniões familiares sempre que possível.

Após uma primeira onda relativamente moderada da doença em comparação com países como Espanha ou Itália, Portugal teve um número recorde de infecções e mortes durante a segunda onda da covid-19, embora a contagem diária tenha caído ligeiramente nas últimas semanas. O país, que tem uma população de pouco mais de 10 milhões, registrou 362.616 casos confirmados do novo coronavírus e 5.902 óbitos./ REUTERS

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