Portugal: "Somos aliados dos EUA nos bons e maus momentos"

O primeiro-ministro português, Antônio Guterres, deu uma declaração hoje ao país pedindo tranqüilidade aos portugueses e afirmando o apoio às forças norte-americanas no ataque ao Afeganistão. Para tranquilizar os portugueses, Guterres anunciou que foram tomadas precauções nos pontos sensíveis do país, o que inclui bases militares, centros de comando, aeroportos e embaixadas. "Posso garantir que todas as medidas de reforço de segurança já foram efetivamente tomadas. Nos locais onde estas medidas eram intermitentes passam a ser permanentes", disse Guterres. O primeiro-ministro pediu que o país não parasse por causa da guerra: "Peço aos portugueses uma atitude de grande serenidade. Não há razão para pânico. Nossa atitude deve ser de grande tranquilidade. É importante que cada um continue a realizar com serenidade o seu trabalho, pelo bem da nossa economia." Guterres reafirmou a aliança com as forças norte-americanas: "Nós somos aliados bons e fiéis dos Estados Unidos nos bons e maus momentos". Ele terminou tentando evitar que os portugueses vejam o conflito como uma luta entre religiões. "Não é uma guerra santa, nem contra o Islã. O terrorismo é inaceitável e intolerável." Guterres disse que até agora os Estados Unidos não pediram a Portugal nenhuma participação no esforço militar de guerra. Portugal tem apenas dois locais estratégicos que poderiam ser alvo de um ataque: a base norte-americana das Lajes, situada no Arquipélago dos Açores, e o centro de comando do sul da Europa da OTAN; localizado em Oeiras, a 12 quilômetros de Lisboa. Leia o especial

Agencia Estado,

07 Outubro 2001 | 20h26

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.