EFE/EPA/RODRIGO ANTUNES
EFE/EPA/RODRIGO ANTUNES

Empresários dos setores de restaurante e hotelaria protestam contra toque de recolher em Portugal

Após aumento de casos de covid-19, país impôs medida que obriga os cidadãos a ficarem em casa entre 13h e 5h aos sábados e domingos; comércio não essencial deve fechar as portas a partir das 13h

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2020 | 12h57
Atualizado 16 de novembro de 2020 | 19h43

LISBOA - A maioria das cidades de  Portugal, incluindo Lisboa e Porto, vive neste sábado, 14, o seu primeiro dia de toque de recolher no fim de semana, que obriga os cidadãos a ficarem em casa entre 13h e 5h aos sábados e domingos.  A medida, mais restritiva do que o toque de recolher de segunda a sexta-feira já em vigor das 23h às 5h, obriga a grande maioria dos comércios e restaurantes a fechar as portas depois das 13h. Só podem abrir consultórios médicos e veterinários, farmácias, funerárias, postos de gasolina e lojas de alimentos com portas para a rua de no máximo 200 metros quadrados, enquanto os restaurantes só podem funcionar com entrega em domicílio.

Portugal ultrapassou neste sábado, 14, 6.600 novos casos de covid-19 pelo segundo dia consecutivo, em um dia em que se registraram 55 óbitos e o número de doentes internados em cuidados intensivos marcou um novo recorde de toda a pandemia. De acordo com o último boletim da Direção Geral da Saúde (DGS), nas últimas 24 horas foram notificadas 6.602 infecções, muito próximo do marca de 6.653 registrada na sexta-feira, 13. 

A decisão do governo, que teme a segunda onda da doença, gerou protestos no país por parte de empresários e trabalhadores de restaurantes, hotéis, lazer, vida noturna, cultura e outros setores que foram às ruas de Lisboa, neste sábado, pedir medidas para salvar a economia. Centenas de pessoas usando máscaras para se proteger da covid-19 se reuniram pacificamente no Praça Central do Rossio.

“Eles estão matando 100% dos restaurantes por 3% dos contágios", podia ser lido em um dos cartazes do protesto, em quais empresários de diversos setores fizeram discursos marcado pela indignação.

A manifestação coincidiu com um anúncio do ministro da economia portuguesa, Pedro Siza Vieira, que prometeu ajuda de 1.100 milhões de euros, 500 não reembolsáveis, para restauro, que equivale a 60% das perdas da indústria nos primeiros nove meses.

Enquanto os protestos aconteciam, ao redor deles a maioria das lojas, bares e restaurantes fechavam às 13 horas e os últimos clientes estavam voltando para casa.

A partir deste horário até às 5 horas do dia seguinte aos sábados e domingos, portugueses que vivem em municípios de alto risco só podem sair de casa para atividades essenciais, como trabalho, ir ao médico, dar um passeio perto de casa ou levar o cachorro para passear. 

No total, desde março, o país acumula 211.266 casos positivos, dos quais mais de 85 mil ativos, e 3.305 óbitos. O número total de pacientes internados manteve-se estável nas últimas 24 horas, com 2.798 internados, mas houve aumento nas internações em terapia intensiva, onde já existem 413 pacientes, 25 a mais que no dia anterior.

A região Norte continua a ser a mais afetada pela pandemia desta segunda onda, com 62% das infecções nas últimas 24 horas, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (29%). / EFE

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