Pós-guerra no Iraque pode custar US$ 50 bi por ano

Operações pós-guerra no Iraque poderiam custar aos Estados Unidos e a seus aliados até US$ 50 bilhões por ano, avaliou hoje um destacado ?think-tank? (centro de estudos) militar.Uma ocupação liderada pelos EUA e uma força de paz de 50.000 a 200.000 soldados custariam entre US$ 12 bilhões e US$ 50 bilhões por ano, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (sigla em inglês, IISS).O IISS usou estimativas dos EUA, de que uma operação de manutenção de paz na Bósnia custa US$ 250 mil por ano. O instituto salientou ser "difícil de prever" a provável duração de qualquer operação pós-guerra no Iraque, mas sugeriu que uma ocupação de cinco anos promovida por 100.000 soldados custaria US$ 125 bilhões.No começo desta semana, o presidente George W. Bush propôs um orçamento militar de US$ 380 bilhões para o ano fiscal que começa em 1º de outubro. No orçamento não há provisão para um possível conflito no Iraque.O relatório do IISS afirma que qualquer conflito bélico irá provavelmente custar menos do que a Guerra do Golfo, de 1991. Ele citou uma estimativa do Escritório Orçamentário do Congresso dos EUA que antevê gastos de US$ 33 bilhões, comparados com os US$ 61 bilhões de 1991, que seriam equivalentes, hoje, a US$ 78 bilhões.O relatório considera que os custos seriam menores por várias razões - como o número menor de forças dos EUA a serem usadas; a existência de menos alvos no Iraque, devido à imposição de zonas de exclusão aérea no país; armas mais precisas dos EUA; e redução de gastos com transporte, já que algumas tropas e equipamentos já estão na região.Para o IISS, a participação britânica em qualquer conflito custaria de US$ 5,2 bilhões a US$ 5,7 bilhões, praticamente o mesmo gasto pela Grã-Bretanha na Guerra do Golfo, levando em conta a inflação no período. O orçamento militar britânico para 2002 é de o equivalente a US$ 39 bilhões.Atualmente, o número de tropas americanas na região do Golfo Pérsico é de cerca de 130.000, devendo chegar a 150.000 em 15 de fevereiro.No início de março, o número deve subir para 200.000 soldados, comparados com os 500.000 mobilizados na Guerra do Golfo.A Grã-Bretanha informou estar enviando cerca de 43.000 militares para a região.

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