Posição conjunta sobre Síria não é provável, diz Merkel

A chanceler alemã, Angela Merkel, minimizou as esperanças de que a comunidade internacional encontrará uma posição conjunta em resposta à suposta ofensiva com armas químicas realizada pelo regime do presidente Bashar Assad contra o próprio povo da Síria.

AE, Agência Estado

03 de setembro de 2013 | 10h12

Falando durante um debate na Câmara Baixa do Parlamento alemão, Merkel reiterou que a Alemanha não participará de um ataque militar contra a Síria. Em vez disso, o país vai pressionar pela busca de uma posição conjunta, particularmente durante a reunião de líderes do G-20 em São Petersburgo no final desta semana.

"Queremos fazer todo o possível durante os dias restantes para encontrar uma resposta conjunta por parte da comunidade internacional", disse Merkel. "Deve ser dito que isto não é muito provável, mas a menor possibilidade deve ser usada."

A Rússia e China bloquearam repetidamente qualquer resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas contra a Síria e não há nenhuma indicação de que mudarão o ponto de vista.

Por outro lado, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que está preparado para usar a força militar contra a Síria, mas quer obter a aprovação do Congresso para o primeiro ataque. A França é, até agora, o único aliado ocidental dos EUA neste processo. O parlamento do Reino Unido votou recentemente em não participar em qualquer ataque contra a Síria.

Nesta terça-feira, o porta-voz da União Europeia, Michael Mann, disse que o bloco não chegou a uma decisão sobre quem estava por trás do ataque com armas químicas na Síria.

"Estamos tomando devida nota de todas as informações que estão chegando", disse Michael Mann.

Perguntado a razão pela qual a UE não estava apoiando a conclusão atingida por autoridades do Reino Unido, França e EUA - de que o governo sírio parece ser o responsável pelo ataque de armas químicas - Mann disse: "Nós não temos qualquer dado de inteligência do contrário mas nós preferimos esperar para ver os resultados do relatório dos inspetores de armas da ONU".

Mann disse que a UE continua a pressionar por uma "solução diplomática" para a crise da Síria com o Conselho de Segurança da ONU e com a comunidade internacional. Ele disse que a UE espera que o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, participe de uma reunião de ministros de Relações Exteriores da UE na Lituânia ainda esta semana. Kerry ainda não confirmou sua participação, acrescentou. Fonte: Dow Jones Newswires.

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