Posse de Uribe terá esquema de segurança reforçado

A cerimônia de posse do presidente eleito da Colômbia, Alvaro Uribe, na próxima quarta-feira, será marcada por um reforçado esquema de segurança e pela participação de poucos visitantes ilustres. Mais de 21 mil homens da polícia e do Exército estarão nas ruas. Além disso, aviões e helicópteros vigiarão o espaço aéreo da capital, Bogotá. "Estamos devidamente preparados", disse nesta segunda-feira o ministro do Interior, Armando Estrada. Hoje, uma bomba explodiu no aeroporto de Saravena, a 350 quilômetros de Bogotá, deixando cinco civis e aproximadamente dez militares feridos, segundo o comandante regional da polícia, coronel Mario Gutiérrez. Além dos danos materiais causados pela explosão às instalações do aeroporto, houve no local uma troca de tiros entre rebeldes e membros das forças governamentais, que tentaram repelir o ataque. Na cidade balneária de Cartagena, uma pessoa ficou ferida quando uma pequena bomba explodiu, na tarde de hoje, num edifício do governo departamental (estadual). Pouco antes, suspeitos rebeldes lançaram dois morteiros contra contra uma delegacia de polícia em Medellín, segunda maior cidade da Colômbia. Os mísseis erraram o alvo e caíram em uma zona residencial sem explodir. A polícia desativou as bombas, feitas com bujões de gás de cozinha. Pela manhã, duas outras bombas haviam explodido e uma terceira havia sido desativada na mesma cidade, sem causarem vítimas. Ataques Embora o atentado em Saravena não tenha sido atribuído a nenhum grupo, operam na zona tanto as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como o Exército de Libertação Nacional (ELN). No fim de semana, também foi desmantelada uma célula urbana das Farc que tinha planos de sabotar a cerimônia de transmissão do cargo presidencial. No passado, as Farc lançaram ataques nos dias anteriores ao da transmissão da faixa presidencial. Entre as medidas especiais adotadas, os policiais de trânsito foram encarregados de tarefas de vigilância. Também foi proibido o porte de armas. O governo dos EUA já anunciou que emprestará à Colômbia um avião de observação Orion P-3, do serviço de alfândega americano, para vigiar o espaço aéreo durante a posse de Uribe. "Neutralizaremos qualquer tentativa de vôo ilegal sobre Bogotá", disse à AP o comandante da Força Aérea, general Héctor Fabio Velasco. As autoridades militares reconheceram que estão trabalhando 24 horas por dia para garantir a segurança do ato. A cerimônia, que será realizada na sede do Congresso, na quarta-feira à tarde, promete ser a mais curta e austera registrada em décadas, muito em sintonia com o caráter reservado do próximo presidente dos colombianos. Reforma Anunciou-se que, imediatamente após ter assumido o novo governo, o ministro do Interior, Fernando Londoño, apresentará ao Parlamento o projeto de reforma política, que inclui a criação de um Congresso unicameral reduzido a 150 legisladores, a revogação do mandato dos 286 congressistas atuais e a convocação de novas eleições. Até o momento, a assessoria de imprensa de Uribe confirmou para a Associated Press a presença dos presidentes Abel Pacheco, da Costa Rica, Gustavo Noboa, do Equador, Ricardo Maduro, de Honduras, Mireya Moscoso, do Panamá, Alejandro Toledo, do Peru e Hipólito Mejía, da República Dominicana. Da Espanha, deve vir uma delegação chefiada pelo príncipe Felipe. Dos EUA, virá uma delegação integrada pelo representante do Comércio Exterior, Robert Zoellick, o chefe da agência antidrogas (DEA), John P. Walters, e o subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos, Otto Reich, entre outros. "Nosso compromisso é garantir que em Bogotá não aconteça nada antes, durante e depois da posse do presidente Uribe, porque temos convidados especiais nacionais e internacionais", afirmou o comandante da Polícia Nacional, general Luis Ernesto Gilibert.

Agencia Estado,

05 Agosto 2002 | 20h31

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