Possibilidade de IPCA estourar teto é de 40%, admite BC

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou hoje que a probabilidade de a inflação ficar acima dos 6% - o topo da meta estabelecida pelo governo para este - está em torno de 40%, considerando-se a Selic no nível atual. De acordo com o relatório de inflação do BC, que está no site do banco na Internet e foi comentado por Goldfajn nesta manhã, a chance de o teto ser superado seria de 45%. Porém, logo depois que a Broadcast/Agência Estado divulgou essa informação, às 12h22, a assessoria ligou para a AE para dizer que o diretor refez os cálculos e que a possibilifdade de a meta ser superada é um pouco menor, de 40%.Na entrevista pela manhã, Goldfajn explicou que, na projeção dos 5,8% feita pelo Banco Central, foi considerado o reajuste integral dos combustíveis que será anunciado pelo governo na próxima semana. Segundo Ilan, um exercício feito na semana passada chegou a um porcentual de reajuste de 10,9% na refinaria. Com a mudança do patamar do câmbio, este porcentual pode ser diferente. Mas com base nos 10,9%, o aumento para o consumidor, ou seja, na bomba, corresponderia à parcela de 75% do reajuste na refinaria. Pela decreto que definiu a fórmula paramétrica do reajuste, porém, o governo tem a opção de não determinar um aumento correspondente a uma parcela do reajuste e não considerá-lo integralmente. Durante a entrevista, o diretor do BC aproveitou para reforçar que a meta de inflação não foi e nem será alterada. "O que muda são as projeções", afirmou. Ele lembrou que "este foi um ano de vários choques que levou a inflação ao topo da meta, mas o BC está trabalhando para administrar isso", disse salientando, ainda, "que a maior probabilidade é de a inflação ficar dentro da meta".

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