Possível derrota democrata não influi em resultado de 2012

Uma derrota dos democratas nas eleições da terça-feira deveria levar o presidente Barack Obama a repensar sua estratégia, mas não seria forçosamente um mau augúrio para suas possibilidades de reeleição em 2012, segundo destacam analistas.

Análise: Stephen Collinson, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2010 | 00h00

Enquanto as pesquisas e os especialistas coincidem em antecipar uma derrota dos aliados do presidente, com a perda de alguns lugares na Câmara de Deputados, ainda resta saber se Obama será conhecido na História como o presidente de um só mandato. "As semanas e meses após a eleição porão à prova o presidente", advertiu William Galston, do Instituto Brookings. Segundo ele, Obama precisará de uma "introspecção" para analisar a conjuntura após a votação.

A história recente tem demonstrado que presidentes americanos conseguem "ressurgir", mesmo depois de derrotas nas eleições de meio de mandato. Mostra ainda que prever resultados de uma votação dois anos antes que ela ocorra é um exercício de alto risco.

Os partidários de Obama lembram que Ronald Reagan foi derrotado nas eleições de meio de mandato em 1982 e foi reeleito triunfalmente dois anos depois. Bill Clinton também obteve o segundo mandato em 1996, dois anos depois de ter perdido a maioria no Congresso.

Para reeleger-se, Obama deverá repensar sua estratégia e demonstrar habilidade. Precisará dar um empurrão na economia, vinculada a um desemprego que não cai e alimenta o ressentimento popular. Uma das apostas do presidente para 2012 deve ser recuperar o eleitorado independente, que o levou à vitória em 2008.

É COMENTARISTA DA "FRANCE PRESSE"

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