Possível participação de Cuba na Cúpula das Américas irrita EUA

Presença de Barack Obama está confirmada; países da Alba ameaçam não aparecer caso Havana fique de fora

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2012 | 03h02

O governo dos EUA tem demonstrado irritação com a possibilidade de que Cuba participe da próxima Cúpula das Américas, marcada para ocorrer em Cartagena, na Colômbia, entre 9 e 15 de abril. Ontem, a porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland, disse que os representantes de Havana não têm lugar no encontro.

A americana não respondeu, porém, se os EUA deixarão de ir à cúpula caso Cuba participe.

No fim de semana, o presidente equatoriano, Rafael Correa, afirmou em Caracas, durante um encontro da Alternativa Bolivariana para os Povos da América (Alba), que os países da entidade crítica aos EUA devem boicotar a cúpula, caso os cubanos não possam participar. O presidente cubano, Raúl Castro, disse considerar a medida "muito justa".

Na segunda-feira, o governo americano respondeu de maneira dura: "Cuba de hoje não cumpre de maneira nenhuma os requisitos necessários para a participação. O país tem de promover melhoras significativas nas liberdades políticas e na democracia antes que possa se unir à cúpula", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano para a América Latina, William Ostick. O presidente Barack Obama já confirmou a presença no encontro.

Ontem, a chanceler colombiana, María Ángela Holguín, afirmou que aproveitará a visita que inicia hoje a Cuba para questionar o governo da ilha sobre sua intenção. Segundo o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza, Havana não iniciou o diálogo para se reintegrar ao órgão, passo necessário para participar do encontro de abril. / AFP e EFE

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