Kirill Kudryavtsev/Reuters
Kirill Kudryavtsev/Reuters

Potências discutem programa nuclear do Irã em Moscou

Diplomatas reunidos na capital russa descrevem as negociações como 'significativas'

AE, Agência Estado

18 de junho de 2012 | 11h48

MOSCOU - O Irã e o bloco formado pelas principais potências do mundo - Estados Unidos, China, Rússia, Alemanha, França e Reino Unido - discutem nesta segunda-feira, 18, em Moscou o programa nuclear de Teerã. Diplomatas reunidos na capital russa descrevem as negociações como "significativas". O Irã quer ter reconhecido seu direito de enriquecer urânio, enquanto as potências dizem que cabe à Teerã mostrar primeiro que está pronto para um compromisso.

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Os diplomatas dizem que esta pode ser a última reunião entre os dois lados e, caso os negociadores não consigam convencer o Irã a parar o enriquecimento de urânio em alta concentração, não se sabe quando ocorrerão novas conversas.

De acordo com um membro da delegação iraniana, até agora a atmosfera do encontro "não é positiva". Após horas de reuniões, a fonte, que pediu para não ser identificada, disse que "acertar a estrutura (para negociação) é o principal problema", enfatizando que sua avaliação é "preliminar".

O Irã insiste que todas suas atividades nucleares são pacíficas. O país nega interesse em desenvolver armas nucleares a partir do urânio enriquecido, insistindo que seu objetivo é geração de energia e fabricação de isótopos médicos.

As seis potências estão prontas para retirar a regra do Conselho de Segurança da ONU que proíbe todo o tipo de enriquecimento de urânio e dispõem-se, por enquanto, a tolerar enriquecimento de baixa concentração, apropriado para gerar energia. Mas seus representantes pressionam o Irã a interromper o enriquecimento em 20%.

Além das sanções da ONU, o Irã está sendo pressionado por um crescente embargo internacional de seu petróleo, produto que representa mais de 90% de suas exportações. O país precisa deseperadamente que tais sanções sejam levantadas, mas o grupo de países ocidentais afirma que Teerã deve dar o primeiro passo.

Os EUA também tem muito a perder. No caso de as negociações não avançarem em Moscou, o presidente Barack Obama ficará exposto às críticas por parte de seu oponente nas eleição presidencial, Mitt Romney, do Partido Republicano. Israel também representa um problema, pois ameaça atacar as instalações nucleares iranianas caso a diplomacia falhe.

As informações são da Associated Press e Dow Jones.

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