Potências estudam novas sanções contra o Irã

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou hoje que o país, a Alemanha, a China, a França, a Grã-Bretanha e a Rússia concordaram em buscar novas sanções contra o Irã no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fato de a república islâmica não ter aceitado o pacote de incentivos oferecido por essas potências em troca do desmantelamento de seu programa de enriquecimento de urânio. A decisão foi tomada durante uma teleconferência na qual diplomatas de alto escalão das seis potências envolvidas conversaram com o chefe de política externa da União Européia (UE), Javier Solana. O porta-voz da chancelaria americana, Gonzalo Gallegos, afirmou que houve consenso entre os participantes de que a mais recente declaração foi "muito desapontadora" e não teria passado de uma "manobra". "Estamos muito desapontados pelo fato de o Irã mais uma vez não ter dado a Javier Solana uma resposta clara ao generoso pacote de incentivos", disse ele a jornalistas em Washington. "Concordamos que não há escolha a não ser buscar novas medidas contra o Irã", prosseguiu. "Dada a ausência de uma resposta clara e positiva por parte do Irã, (os seis países) discutem os próximos passos no Conselho de Segurança da ONU e começam a analisar os termos possíveis de uma nova resolução."O CS da ONU já aprovou recentemente três pacotes de sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear. Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. O Irã sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, estando de acordo com as normas do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário.Visita a TeerãEm seus relatórios, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) têm informado não haver sinais de um programa nuclear com fins militares e os serviços secretos dos EUA divulgaram relatório há alguns meses afirmando ter evidências de que um programa nuclear militar mantido pelo Irã teria sido encerrado em 2003. Ainda assim, EUA e Israel não descartam a possibilidade de bombardear o Irã caso o país não desista do enriquecimento de urânio, um processo essencial para a geração de combustível usado no funcionamento das usinas nucleares. Em grande escala, o urânio enriquecido pode ser usado para carregar ogivas atômicas. Em Viena, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou hoje que o vice-diretor-geral da entidade visitará Teerã amanhã para discutir com autoridades iranianas o programa nuclear do país. Um porta-voz recusou-se a fornecer detalhes. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.