Potências já discutem novas propostas para questão iraniana

Diplomatas das seis nações que estão tentando encontrar um plano para lidar com as suspeitas de que o Irã possui um programa nuclear militar secreto se reuniram nesta segunda-feira para analisar novas propostas para solucionar o problema. No final da semana passada, as conversas entre os Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha avançaram no Conselho de Segurança da ONU sobre um projeto de declaração para exigir que o Irã renuncie ao plano de enriquecer urânio. O texto foi apresentado pelo Reino Unido e França, e reafirma o apoio à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). No documento, as duas nações pedem ao Irã que suspenda as atividades de enriquecimento de urânio e coopere com o órgão nuclear nas investigações para comprovar que o país não realiza programas nucleares com fins militares. O tratado também exige que o Irã ratifique o Protocolo Adicional do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), e que cumpra todas as exigências impostas pela AIEA. De acordo com um diplomata das Nações Unidas, o Reino Unido pode sugerir um plano para colocar os Estados Unidos dentro das novas negociações com o Irã sobre o programa nuclear. Os países envolvidos na negociação ofereceriam ao Irã um novo pacote de incentivos, que não foi especificado, em troca de negociações sobre os planos de enriquecimento de urânio. Os seis países concordaram que o Irã não deveria desenvolver armas nucleares, mas não chegaram a um acordo sobre a melhor forma de conseguir que Teerã não desenvolva um programa de enriquecimento de urânio, que pode ser usado tanto em programas nucleares de geração de eletricidade como para produzir armas nucleares. Política de "mão estendida" O presidente da França, Jacques Chirac, disse hoje que os países europeus querem continuar com sua política de "mão estendida" na polêmica com o Irã sobre seu programa nuclear, mas com a condição de que Teerã responda com a mesma atitude. "Desejamos que possam continuar as negociações que permitam reencontrar um pouco de senso comum", e esta é a vontade da Alemanha, França e Reino Unido, disse Chirac em entrevista coletiva conjunta com o rei Abdullah II da Jordânia, no Palácio do Eliseu. Os três países (que lideraram as negociações com Teerã) praticam "a política da mão estendida, e têm a intenção de continuar esta política, mas com a condição de que, em algum momento, haja uma mão que também se estenda do lado do Irã", disse.

Agencia Estado,

20 Março 2006 | 16h04

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