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Potências querem entregar sanções a programa nuclear do Irã

As principais potências que negociam sanções contra o programa nuclear do Irã pretendem entregar na quarta-feira uma proposta de resolução aos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, na esperança de votá-la dentro de uma semana, informou o presidente interino do conselho. Após mais de duas semanas de negociações, os seis países envolvidos disseram na terça-feira estar perto de um acordo. A Rússia, que se opunha a mais sanções, enviou instruções "muito positivas", embora ainda haja "algumas coisas que precisam ser finalizadas", segundo seu embaixador na ONU, Vitaly Churkin. Já o representante chinês, Wang Guangya, disse que ainda há discordâncias sobre uma lista de autoridades e organizações iranianas sujeitas a sanções financeiras. Isso incluiria empresas controladas pela Guarda Revolucionária do Irã. A proposta deve incluir também a proibição de empréstimos de governos ao Irã e o embargo à exportação de armas convencionais iranianas. "Teremos consultas sobre o Irã amanhã (quarta-feira), quando eles vão nos entregar a proposta do que tiverem em mãos, tenha havido acordo ou não", disse o embaixador sul-africano na ONU, Dumisani Kumalo, presidente do Conselho neste mês. "Agora está se chegando a um ponto em que se marginaliza o resto dos membros, quando o P5 continua a discutir isso infinitamente entre si", disse Kumalo a jornalistas, referindo-se aos cinco membros permanentes do Conselho (EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha e França), que debatem o texto junto com a Alemanha. O Irã já está sob sanções da ONU desde o dia 23, devido às suspeitas ocidentais de que o país desenvolve armas nucleares, apesar de Teerã garantir que seu programa atômico é voltado exclusivamente para a geração de eletricidade com fins civis. A nova resolução deve impor mais sanções devido à desobediência iraniana em suspender até 21 de fevereiro, como exigia a ONU, as atividades de enriquecimento de urânio, processo que pode gerar combustível para usinas civis, mas também para bombas atômicas. As sanções seriam suspensas se o Irã paralisasse o enriquecimento e voltasse às negociações.

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