Potências são pressionadas a ratificar veto a teste nuclear

Os membros do tratado que proíbe testesnucleares fizeram na terça-feira um apelo a dez signatáriosimportantes, entre eles os Estados Unidos e a China, para queeles ratifiquem o acordo, permitindo que ele entre em vigor. O Tratado Abrangente de Proibição de Testes (CTBT, na siglaem inglês), de 1996, já foi ratificado por 140 países, mas énecessário que mais dez o ratifiquem para que ele se transformenum documento de cumprimento obrigatório. "Encorajamos veementemente os países do Anexo 2 a tomariniciativas individuais para ratificar o tratado", disseramcerca de cem signatários que participaram da Conferência paraFacilitar a Entrada em Vigor do CTBT em sua declaração final. O tratado lista em um anexo 44 países que já têm recursosnucleares. Desses, 34 já assinaram e ratificaram o pacto --como Rússia, Grã-Bretanha e França. A declaração final cita "fatos relevantes internacionais"para justificar a urgência da ratificação, numa referência àspreocupações com os programas nucleares do Irã e da Coréia doNorte. Os dois países são signatários do tratado, mas não oratificaram. O ministro das Relações Exteriores da Costa Rica, BrunoStagno, um dos co-presidentes da conferência junto com aÁustria, pediu o apoio dos Estados Unidos e da China."Acreditamos que a liderança (dos EUA) seja necessária, assimcomo gostaríamos de ver uma posição de liderança por parte daChina." "Uma moratória de cumprimento político não é suficiente",afirmou ele. A Índia e o Paquistão, ambos com arsenaisnucleares, e Israel, que não confirma nem desmente possuirarmas nucleares, também não ratificaram o tratado. Além disso,são os únicos três países que não participam do Tratado deNão-Proliferação de Armas Atômicas. A China reiterou sua afirmação de que é preciso reforçar osistema de verificação do tratado para que os signatáriosrecebam garantias. O país disse que o Parlamento chinês vaifazer uma ampla revisão do tratado. Os EUA têm a mesma preocupação com a fiscalização daproibição, e o Senado recusou-se a ratificar o tratado. (Por Karin Strohecker)

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