Potências se dividem sobre rumos da transição

As principais potências mundiais divergem sobre como levar adiante a transição política na Líbia, enquanto a Otan admite que abandonou o mandato que lhe havia sido concedido pela ONU. A aliança atlântica, que deveria se limitar a proteger a população civil, agora toma parte na caçada ao ditador Muamar Kadafi.

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2011 | 00h00

Ontem, na Turquia, governos de 30 países reuniram-se para preparar a conferência em Paris no dia 1º e traçar um plano de reconstrução da Líbia. Mas governos como os da China e da Rússia indicaram que não estão satisfeitos com a forma pela qual o Ocidente está conduzindo a transição.

China e África do Sul exigem que a ONU lidere a reconstrução da Líbia, na esperança de garantir que não sejam excluídos dos futuros contratos bilionários.

Londres reconheceu ontem que a Otan está ajudando os rebeldes a procurar Kadafi. Segundo o secretário de Defesa britânico, Liam Fox, o serviço de "inteligência da aliança e instrumentos de reconhecimento" da Otan haviam entrado em ação e a atuação da aliança na busca era "ativa".

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