Poucos políticos pedem rigor no controle de armas

O deputado democrata Ed Perlmutter, representante de Aurora no Congresso norte-americano, conclamou neste domingo o Congresso dos Estados Unidos a restaurar uma proibição federal a fuzis de assalto, em um momento no qual a polícia investiga o ataque de um atirador em um cinema nos arredores de Denver no qual 12 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas. "Precisamos fazer alguma coisa", disse ele em uma entrevista ao canal de televisão CBS.

AE, Agência Estado

22 de julho de 2012 | 16h43

No entanto, Perlmutter faz parte de um grupo reduzido de políticos norte-americanos a exigir uma resposta legislativa ao massacre no qual o suspeito James Holmes recorreu a um arsenal de armas compradas legalmente para abrir fogo dentro de um cinema lotado na estreia do filme "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge". "Chegou a hora deste país fazer alguma coisa e esse é o trabalho do presidente dos Estados Unidos", vem defendendo por sua vez o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.

Apesar de ambos terem manifestado solidariedade aos familiares das vítimas e repúdio ao ato de violência, nem o presidente Barack Obama nem seu virtual oponente nas eleições de novembro, Mitt Romney, mencionaram em algum momento o fato de o acesso fácil a munições e armas de fogo ter sido determinante para o massacre ocorrido na madrugada de quinta-feira para sexta-feira.

Em vez disso, diversos políticos democratas evitaram fazer declarações sobre a possibilidade de se restringir o acesso a armas e pelo menos um republicano alegou que mais vidas poderiam ter sido salvas se alguém mais estivesse armado e participasse do tiroteio dentro do cinema. As informações são da Dow Jones.

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