Powell adverte Israel: expulsão de Arafat é inaceitável

O secretário americano de Estado Colin Powell advertiu hoje Israel de que os Estados Unidos não aceitarão o desterro ou o assassinato do presidente da Autoridade Palestina (AP), Yasser Arafat, mas membros do governo israelense continuam dispostos a "livrar-se" dele. Na quinta-feira, o gabinete de segurança israelense declarou Arafat "um completo obstáculo" para a paz e decidiu que o país tem de trabalhar para "removê-lo", o que pode significar sua expulsão, prisão ou assassinato. O gabinete instruiu o Exército a fazer planos para a remoção. Pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Dahaf indica que 60% dos israelenses são favoráveis ao assassinato ou exílio de Arafat. Powell conversou por telefone com o chanceler de Israel, Sylvam Shalom, e o da AP, Nabil Shaath, para expressar a posição da Casa Branca. A mensagem dos EUA foi reiterada por seu embaixador em Tel-Aviv, Daniel Kutzner, em encontro com o ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz. Antes de receber Kutzner, Mofaz reiterou a jornalistas sua posição favorável à expulsão de Arafat e disse que Israel cometeu "um erro histórico" por não ter-se livrado dele no passado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.