Powell busca cessar-fogo em 24 horas

O secretário americano de Estado, Colin Powell, disse, nesta terça-feira, ter obtido avanços nas conversações com os líderes israelense e palestino e acrescentou que está trabalhando para conseguir algum tipo de cessar-fogo em 24 horas, antes de concluir sua missão no Oriente Médio.Os palestinos, contudo, afirmaram que qualquer progresso dependia da retirada das tropas israelenses da Cisjordânia. O número 2 da Organização de Libertação da Palestina (OLP), Mahmud Abbas, também conhecido como Abu Mazen, declarou nesta terça que a missão de Powell não obteve "nenhum resultado", por não ter conseguido a retirada israelense.Powell reuniu-se nesta terça novamente com o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e amanhã se encontrará pela segunda vez com o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, em seu sitiado quartel-general em Ramallah, Cisjordânia."Creio que estamos avançando e espero mais progresso nas próximas 24 horas", disse Powell a jornalistas em Jerusalém. "Não quero agora entrar em detalhes sobre o que podemos alcançar e o que não", acrescentou.Segundo ele, o "termo cessar-fogo não é tão importante como o que finalmente irá acontecer. Trabalhamos em um plano". Sharon disse nesta terça, após reunir-se com Powell, que a "conferência regional (sobre o Oriente Médio) se realizará talvez em junho e nos EUA".A conferência é uma iniciativa de Sharon e dela participariam representantes israelenses, palestinos, da Jordânia, do Marrocos, da Arábia Saudita, do Egito e dos Emirados do Golfo. Autoridades palestinas já indicaram anteriormente que só participarão da conferência após a retirada israelense da Cisjordânia.Powell chegou há seis dias à região com a última resolução do Conselho de Segurança da ONU e a chamada Declaração de Madri, mas "não fez nada", disseram fontes oficiais palestinas, que também criticaram a União Européia, "que foi humilhada por Israel e não reagiu".Arafat pediu nesta terça-feira por telefone ao emir do Catar, xeque Hamad ben Khalifa al-Thani, a realização urgente de uma reunião da Organização da Conferência Islâmica. Segundo Nabil Abu Rudeina, um dos conselheiros de Arafat, o líder palestino quer que a organização discuta a agressão israelense e estude o que os Estados islâmicos podem fazer para enfrentar Israel.

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