Powell diz que violência no Oriente Médio deve cessar

O secretário de Estado dosEUA, Colin Powell, disse hoje que os Estados Unidos irãopressionar israelenses e palestinos para alcançarem a paz epediu aos dois lados para enfrentarem a verdade do que têm defazer para porem fim à tensão e viver como vizinhos. Mas ele não seguiu os passos de muitos de seus predecessores,não anunciando que estaria indo à região para exercer ainfluência de seu cargo. Ao invés disso, Powell está enviando umsubsecretário de Estado e apontando um ex-general da Infantarianaval como um assessor. Usando uma abordagem que certamente agradará aos árabes,Powell chamou o conflito israelense-palestino um problemacentral na região, e por duas vezes classificou de "ocupação"a presença de Israel na Cisjordânia e Faixa de Gaza. As declarações seguem-se a anúncios do presidente George W.Bush e do próprio Powell em apoio a um Estado palestino, oprimeiro endosso público da administração dos EUA a tal Estado. "Israel tem de estar disposto a pôr fim à sua ocupação",afirmou Powell, referindo-se a territórios perdidos por árabesna Guerra dos Seis Dias, de 1967. Powell disse também que a construção de assentamentos porparte de Israel na Cisjordânia e Faixa de Gaza está diminuindoas chances para a paz. Nabil Shaath, um alto funcionário palestino, considerou odiscurso positivo. "Pela primeira vez, os Estados Unidos estãofalando em pôr um fim à ocupação israelense. Pela primeira vez,eles estão falando de um Estado palestino viável", disseShaath. Powell também pediu aos líderes palestinos para "prenderem,julgarem e punirem perpetradores de ataques terroristas". "A liderança palestina tem de fazer 100% de esforços paraacabar com a violência e o terror", disse. "Tem de haverresultados reais, não apenas palavras e declarações". Israel tem de fazer sua parte, afirmou Powell num discurso naUniversidade de Louisville. Palestinos demais têm crescido "compostos de checagem, incursões e indignidades", disse. Powell afirmou que a administração Bush desempenhará umdestacado papel no Oriente Médio. "Temos uma visão de uma região onde dois Estados, Israel e aPalestina, vivem lado a lado com segurança em fronteirasreconhecidas", disse. Ele afirmou que o subsecretário de Estado para Assuntos doOriente Próximo, Williams Burns, retornará à região e o generalda reserva Anthony Zinni aceitou servir como alto assistência dosecretário. Powell disse que a violência promovida por palestinos apenasprejudica o objetivo de se alcançar um ponto de partida paranegociações de paz e alimenta dúvidas de Israel sobre se elesrealmente querem a paz. "A intifada está agora presa numa areia movediça de violênciaautodestruidora e de terror dirigido contra Israel", afirmou. Por outro lado, disse o secretário, palestinos têm vistodemais suas escolas fechadas e seus pais humilhados. "A ocupação fere os palestinos, mas ela também afeta osisraelenses", afirmou Powell, referindo-se a jovens soldadosque servem na linha de frente do conflito. No domingo, Powell havia declarado que os Estados Unidos nãoiriam apresentar um novo plano de paz para israelenses epalestinos. "Temos um plano. Um sólido plano. Ele é chamadorelatório da comissão Mitchell", disse ele no programa "FoxNews Sunday". Powell se referia à proposta do ex-senadoramericano George Mitchell e outros que pede por um período deesfriamento sem violência, seguido por medidas de criação deconfiança antes que possa começar qualquer negociação. Em Israel, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, haviase recusado no domingo a amenizar sua exigência de um período deuma semana inteira sem qualquer ato de violência antes deaceitar retomar as negociações de paz. Powell e Bush ainda não deram qualquer indicação de quantapressão pretendem colocar sobre Israel. Eles têm apenas dito queo Estado judeu está obrigado sob resoluções do Conselho deSegurança da ONU a trocar terras árabes ocupadas pela paz.

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