Powell não consegue levar europeus a endurecer com Irã

O secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, fracassou em tentar persuadir seus colegas europeus, hoje, a endurecer suas posições contra o programa nuclear do Irã, que Washington acredita estar sendo usado para desenvolver armas nucleares.Powell e os ministros do Exterior de 25 nações, que já compõem ou virão a compor a União Européia, concordaram que o Irã tem de dizer a verdade sobre seu programa nuclear, que Teerã alega estar empenhado apenas no uso civil de energia. Mas estão divididos em com atingir esse objetivo.Embora reconhecendo que o Irã ?parece estar indo na direção certa? ao revelar detalhes do programa nuclear, Powell disse aos ministros da UE que, devido aos antecedentes iranianos, ele queria estar ?absolutamente certo? de que Teerã está cooperando plenamente.?Não podemos ficar satisfeitos até que o Irã tenha demonstrado que todos os seus programas são conhecidos... e que estão sendo levados a um fim?, disse Powell após o encontro.O ministro do Exterior da Itália, Franco Frattini, concordou. ?Estamos esperando resultados específicos?, disse. ?Empenho e promessas não são suficientes.? Mas, até agora, diplomatas disseram, Powell provavelmente não tem apoio para, quinta-feira, na IAEA, a agência nuclear da ONU, declarar o Irã em violação do Tratado de Não-proliferação Nuclear ? um fato que levaria ao envolvimento do Conselho de Segurança da ONU e possíveis sanções.Com os aliados europeus ? junto com a maioria dos membros da IAEA ? defendendo um tratamento mais suave do caso, Powell concordou que ?está ainda para ser resolvido? se pode-se chegar a um acordo.?Isto será o tema de intensas discussões em Viena, nos próximos dois dias?, ele disse, acrescentando não estar seguro se o esboço que está na mesa é ?forte o suficiente?. Em Washington, o ministro do Exterior da Alemanha, Joschka Fischer, disse aos jornalistas que o Ira deveria dar à IAEA direito total de inspecionar instalações nucleares. ?Se não, reconsideraremos nossas relações?, reiterando uma ameaça da EU de retirar-se das atuais negociações com o Irã.

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