Powell não convence Pequim a apoiar nova resolução

O secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, não conseguiu convencer a China a apoiar uma nova resolução no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de abrir caminho para uma guerra contra o Iraque.Durante entrevista coletiva concedida logo após reuniões com o secretário-geral do Partido Conunista, Hu Jintao, e com o chanceler chinês, Tang Jiaxuan, Powell disse "ter certeza" de que Pequim "enfrentará uma decisão (sobre o tema) com a mesma seriedade com que tratou esta crise desde o princípio".A frase foi interpretada pelos observadores como uma negativa da China com relação ao apoio a uma nova resolução contra o Iraque no CS da ONU.Antes de partir rumo a Seul, onde participará da cerimônia de posse do novo presidente Roh Moon-hyun, Powell disse que China e Estados Unidos precisam de uma "aproximação estratégica de longo prazo" em suas relações bilaterais.Por sua vez, o presidente da China, Jiang Zemin, lembrou que seu país fez do desenvolvimento econômico a prioridade absoluta e as boas relações com os EUA são indispensáveis para o cumprimento desse objetivo.Powell recordou que Pequim está "respeitando os compromissos" que assumiu ao ingressar na Organização Mundial do Comércio (OMC), com a gradual abertura de seu mercado para a integração no sistema econômico internacional, do qual, com um crescimento médio anual de 8%, a China transformou-se num pilar insubstituível.Ao falar sobre a resolução, Jiaxuan comentou que a China "não vê a necessidade" de uma nova resolução para substituir a 1.441 e abrir caminho para a guerra.Para Powell, "este é o momento de desarmar o Iraque de uma forma ou de outra". Ele acrescentou que os encontros diplomáticos das próximas semanas "serão decisivos para este objetivo".Powell - qualificado pela imprensa chinesa como um ?pombo?, no meio de um ninho de ?falcões? no governo George W. Bush - disse que também conheceu a guerra no curso de sua carreira militar."Conheço a guerra e a odeio. Estou convencido de que se deve fazer de tudo para evitá-la. Mas, se não há alternativas, é preciso lutar bem e defini-la rapidamente", defendeu.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.