Powell oferece apoio para conflito Índia-Paquistão

O secretário de Estado americano, Colin Powell, elogiou nesta quarta-feira o discurso do fim de semana do presidente paquistanês, Pervez Musharraf, e disse que os Estados Unidos colaborarão nas conversações com a Índia se lhe for requisitado. "Realmente não podemos ter uma guerra no sul da Ásia e devemos encontrar uma forma de resolver esta crise", disse Powell durante entrevista à TV estatal paquistanesa. Islamabad é a primeira escala de Powell em uma viagem por cinco nações que inclui o Afeganistão, Índia, Nepal e Japão. Powell admitiu durante a entrevista que o objetivo de sua visita à Índia e Paquistão era o de tentar diminuir as tensões entre as duas nações rivais. Qualificando o discurso de Musharraf como "audaz e fundamental", Powell indicou que o presidente americano, George W. Bush, havia convidado o líder paquistanês a visitá-lo em uma data próxima. O funcionário americano saudou as medidas adotadas por Musharraf para acabar com os extremistas islâmicos e afirmou que elas abrem o caminho para que a Índia retome o diálogo com o Paquistão para resolver as diferenças entre as duas potências nucleares. Atendendo pressões da Índia e dos EUA, Musharraf cumpriu algumas das exigências do governo de Nova Délhi e proscreveu no sábado cinco grupos militantes islâmicos, entre eles duas organizações que a Índia acusou pelo atentado do dia 13 de dezembro contra o Parlamento indiano, que deixou 14 mortos. Um total de 1.957 militantes islâmicos também foram presos desde sábado. O governo indiano pediu hoje novamente ao Paquistão que extradite para julgamento em Nova Délhi 20 integristas que constam de uma lista enviada a Islamabad e afirmou que somente retomará o diálogo após o fim do terrorismo na fronteira na região da Caxemira. A polícia paquistanesa começou hoje a controlar a atividade dos responsáveis religiosos das mesquitas e a situação dos cerca de 11 mil estudantes estrangeiros das madrassas (escolas religiosas) da província de Sindh (sul do Paquistão). O Paquistão pretende impedir os líderes religiosos de fazer discursos promovendo o extremismo e examinar o objetivo da estância dos estrangeiros no país.

Agencia Estado,

16 Janeiro 2002 | 18h26

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