Powell: os sírios sabem o que os EUA esperam deles

O secretário de Estado americano, Colin Powell, advertiu hoje a Síria de que os EUA vão observá-la atentamente para ver se ela muda de comportamento e toma atitudes benéficas para a região diante da nova realidade criada pela deposição de Saddam Hussein no Iraquee pelo relançamento do processo de paz entre palestinos e israelenses. Segundo Powell, o país sabe o que os americanos esperam dele."Não estamos interessados em promessas ou garantias, mas em ações", afirmou Powell em entrevistas a TVs americanas, um dia depois de reunir-se em Damasco com o presidente sírio,Bashar Assad. "Vamos ver o que acontece nos próximos dias, semanas e meses", acrescentou. "Eu disse (a Assad) que estaremos observando e vamos medir seu desempenho ao longo do tempo para ver se a Síria está preparada para se mover numa novadireção."Powell disse que uma questão-chave é se a Síria impedirá a entrada de membros do antigo regime de Saddam e localizará e entregará aos EUA aqueles que estiverem em território sírio. Os EUA estão interessados em interrogar ex-funcionáriosiraquianos para ver se descobrem onde estão escondidas as armas de destruição em massa que, segundo Washington, o regime de Saddam tinha.Ainda em relação à Síria, Powell destacou que outra questão-chave é se Assad romperá com os grupos extremistas palestinos que mantêm escritórios em Damasco, agora que Washington está promovendo seu "roteiro" para a paz entre palestinos e israelenses."Se a Síria seguir esses passos e cooperar com areconstrução do Iraque e com a formação de um governo democrático no país, isso nos mostrará que (os sírios) estão buscando um melhor relacionamento com os EUA", disse Powell."Se eles não fizerem isso, então haverá conseqüências", advertiu, sem dizer quais. O secretário já chegou a ameaçar aSíria com sanções, mas especulações de que o país poderia ser o "próximo alvo" de uma ação militar dos EUA depois do Iraque foram rejeitadas por Washington.Segundo Powell, Assad prometeu fechar os escritórios dosgrupos radicais palestinos em Damasco e "indicou que iriarestringir suas atividades". Jornalistas do Los Angeles Timesverificaram que os escritórios da Jihad Islâmica e do Hamas na capital síria não estavam funcionando no sábado. Hoje, porém, membros desses dois grupos e da Frente Popular de Libertação da Palestina contatados por uma agência de notícias britânica disseram que, pelo menos por enquanto, essas organizações não haviam recebido nenhuma determinação do governo sírio para fechar as portas. Suas representações já chegaram a ser fechadas no passado, mas apenas temporariamente.Veja o especial :

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.