Powell pede maior incentivo à democratização de Cuba

Aproximadamente 100 manifestantes protestaram hoje na chegada do secretário de Estado americano, Colin Powell, ao Palácio de La Moneda, em Santiago, para reunir-se com o presidente chileno, Ricardo Lagos. Duas horas antes, em seu pronunciamento na 23ª Assembléia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Powell condenou com veemência o regime cubano de Fidel Castro pelas recentes prisões e execuções de dissidentes.A necessidade de fortalecer a democracia na região e estendê-la a Cuba - tema enfocado por Powell -, o combate ao terrorismo e os meios de frear a fuga de capitais da Argentina foram as principais preocupações de todos os chanceleres reunidos na assembléia, que começou no domingo e se encerra na terça-feira.Powell pediu a colaboração dos demais países do hemisfério para ajudar a "acelerar a inevitável transição democrática em Cuba", país que foi marginalizado da OEA a partir de 1960, após adotar o regime marxista-leninista, considerado incompatível com a democracia.Powell condenou a recente onda de repressão na ilha comunista e disse que os dissidentes cubanos, qualificados pelo presidente Fidel Castro como subversivos, atuavam em nome dos direitos humanos no país. Ele criticou "os narcotraficantes, tiranos e terroristas" que, segundo o secretário de Estado, não têm lugar na América Latina.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.