Powell se reúne com premier japonês para discutir crise da Coréia do Norte

O secretário de Estado americano, Colin Powell, discutiu neste sábado, em Tóquio, com o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, sobre as medidas que podem ser tomadas por ambos os países a fim de convencer a Coréia do Norte a deixar de lado suas ambições nucleares. Powell jantou com Koizumi pouco depois de chegar à capital japonesa na primeira escala de sua visita à Ásia, que inclui a China e a Coréia do Sul.Falando aos jornalistas antes de chegar ao Japão, Powell disse que este país respondeu à atividade nuclear norte-coreana com a suspensão da assistência alimentar e tornando mais lento o processo de normalização das relações bilaterais. O secretário de Estado acrescentou que os EUA decidiram fazer uma nova doação de alimentos à Coréia do Norte porque continua havendo muita fome entre a população. Indicou que o governo do presidente George W. Bush não pôde fazer uma doação antes porque o Congresso norte-americano demorou para aprovar uma lei autorizando a assistência alimentar. "Não usamos a comida como arma política", disse Powell. Desde dezembro, não houve novas entregas de alimentos americanos à Coréia do Norte. Os EUA doaram mais de 136.000 toneladas de alimentos aos norte-coreanos no ano passado - quantidade superior à doada por qualquer outro país. Washington indicou ter reduzido a ajuda alimentar no ano passado porque as autoridades norte-coreanas declararam quase uma quarta parte das províncias do país como território proibido para os supervisores do Programa Mundial de Alimentos da ONU, e todas as doações americanas são canalizadas através dessa agência. Powell não disse se o acesso ao Programa Mundial de Alimentos na Coréia do Norte melhorou nos últimos meses. Esta é a primeira viagem de Powell à região desde que a Coréia do Norte divulgou a funcionários americanos, no último trimestre do ano passado, que havia retomado seu programa nuclear com base no urânio. Desde então, a nação comunista se retirou do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) e tomou medidas que poderiam permitir ao país desenvolver armas nucleares com base no plutônio. Em Kuala Lumpur, na Malásia, onde se realiza uma cúpula dos Países Não-Alinhados, a Coréia do Norte resistiu neste sábado às gestões dos chanceleres dos 114 países pertencentes ao movimento para que Pyongyang reconsidere e volte a aderir ao TNP - um tratado nuclear de importância chave. A Coréia do Norte e o Iraque dominaram as reuniões preparatórias da cúpula, cujos membros representam 55% da população mundial e quase dois terços dos países do mundo, mas Pyongyang não despertou a mesma simpatia conquistada por Bagdá. Por outro lado, o representante de Pyongyang insistiu em que o movimento condenasse Washington na declaração da cúpula, mas acabou descartando essa exigência devido à recusa de vários países que lideram o movimento, disse à Associated Press um funcionário sul-coreano que participa do encontro na qualidade de observador.

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