PRÁTICA DE TIRO POR CRIANÇAS É CONTESTADA

Instrutor foi morto por menina de 9 anos quando lhe ensinava a disparar submetralhadora Uzi

O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2014 | 02h00

A morte de um instrutor de tiro atingido por uma menina de 9 anos empunhando uma submetralhadora Uzi nos EUA desatou um intenso debate sobre o uso de armas por jovens e crianças.

A morte de Charles Vacca, de 39 anos, atingido na cabeça quando o coice do disparo direcionou a metralhadora em sua direção, provocou muitos comentários sobre por que uma criança tem permissão para usar uma arma. Muitos leitores expressaram simpatia pela menina e questionaram se os adultos no estande de tiro não deveriam ser responsabilizados pelo incidente.

Um vídeo de 27 segundos divulgado por investigadores mostra a criança, cuja identidade foi preservada, segurando a arma com as duas mãos. Vacca, que estava à esquerda da menina, pede que ela coloque a perna esquerda à frente. Em seguida, o instrutor diz para dar um tiro. "Muito bem, com tudo", diz ele. O vídeo, que não mostra o incidente, termina com o som de vários tiros.

Sam Scarmardo, que opera o estande localizado ao sul de Las Vegas, no Arizona, disse ontem que os pais da criança assinaram termos de responsabilidade concordando com as regras do local. "Eu me arrependo de termos deixado essa menina atirar e lamento que Charlie tenha sido morto no incidente", disse ele. Segundo o operador, Vacca era um veterano do Exército com experiência no Iraque e no Afeganistão.

Ronald Scott, especialista em segurança de armas de fogo, disse que a maior parte dos estandes tem um limite de idade e regras de segurança muito rígidas quando se ensina crianças a atirar. Ele disse que os instrutores normalmente ajudam a segurar quando as crianças disparam armas de grande poder de fogo. "Você não pode entregar uma Uzi a uma menina de 9 anos e esperar que ela consiga controlá-la", disse Scott.

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