Prazo ao Iraque não vai além de março, diz embaixador britânico

O embaixador britânico para as Nações Unidas, Jeremy Greenstock, afirmou hoje que qualquer novo ultimato a ser concedido ao Iraque não deverá ultrapassar o mês de março. Em entrevista à rede de TV americana CNN, Greenstock disse que a emenda britânica, feita na sexta-feira passada estabelecendo 17 de março como data final para o Iraque desarmar-se, pretendeu indicar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que "o tempo é curto". Segundo o embaixador, a Grã-Bretanha está em negociação com as Nações Unidas e preparada para trabalhar, em conjunto, uma agenda de compromissos e testes para serem cumpridos pelo Iraque. "Mas tenho certeza de que falamos sobre uma ação em março. Não espere nada para além de março", disse Greenstock. Outros membros do Conselho de Segurança têm falado sobre ampliação do prazo em um mês, para até 17 de abril. "A Grã-Bretanha agirá somente dentro da lei internacional e esperamos que as Nações Unidas mantenham o controle desta importante questão", afirmou o embaixador Greenstock. "Continuaremos as negociações até que encontremos um caminho conjunto às Nações Unidas", disse. Questionado sobre o lançamento de ofensiva unilateral, sem o apoio das Nações Unidas, Greenstock remeteu a problemas relacionados ao terrorismo, ao Afeganistão e ao Oriente Médio. "Os americanos querem estar sozinhos em todas estas áreas? Não acredito que queiram e, além disso, a aproximação coletiva com aliados, amigos, com a comunidade internacional é muito importante. O Reino Unido, importante como é, não é suficiente para ser parceiro único dos EUA", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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