Prazo de 9 meses para acordo de paz é aceito

Representantes de Israel e da Autoridade Palestina voltam a se reunir em duas semanas; Kerry diz que 'compromisso pessoal' de Obama é essencial

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2013 | 02h02

Negociadores palestinos e israelenses reunidos em Washington concluíram ontem em Washington a primeira rodada de discussões sobre um futuro acordo de paz e concordaram em voltar a se encontrar dentro de duas semanas. A reunião deve ocorrer em Israel ou nos territórios ocupados.

O secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou que ambos concordaram em tentar chegar a um acordo final em nove meses.

O principal negociador palestino, Saeb Erekat, pediu esforço na criação de um Estado independente e comemorou que "todos os assuntos estejam sendo discutidos". "É hora de os palestinos terem um Estado soberano e próprio para viver com paz e dignidade."

"Israel está esperançoso, mas não pode ser ingênuo", disse a ministra da Justiça de Israel, Tzipi Livni. "Viemos de uma região instável e problemática. Não podemos nos permitir isso."

As duas equipes de negociadores se reuniram na manhã de ontem com o presidente Barack Obama, na Casa Branca. Segundo Kerry, o "compromisso pessoal" de Obama com o reatamento destas negociações de paz, paralisadas desde 2010, é essencial.

Kerry admitiu que o caminho para se chegar à paz será difícil, mas disse estar convencido de que um acordo será alcançado graças aos esforços e à experiência das equipes de negociadores. "Sei que o caminho é difícil. Não faltam céticos apaixonados. Mas com negociadores capazes e respeitados, estou convencido de que podemos chegar lá", acrescentou. Ele também afirmou que as partes devem estar comprometidas com a tomada de decisões difíceis e o objetivo continua sendo a existência de dois Estados um ao lado do outro em paz e segurança. "Tanto israelenses como palestinos têm preocupações de segurança legítimas", salientou o chefe da diplomacia americana.

Livni e Erekat iniciaram na segunda-feira em Washington as primeiras conversas de paz diretas desde 2010, com um jantar no Departamento de Estado liderado por Kerry.

Respaldo. O Quarteto para o Oriente Médio, formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas, fez ontem um apelo a Israel e aos palestinos que não "minem a confiança" mútua no momento em que reiniciam as negociações.

O grupo prometeu seu apoio às duas partes no "compromisso de conseguir uma solução negociada de dois estados no prazo acertado de nove meses". / AP, EFE e AFP

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