Etienne Laurent/EFE/EPA
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Pré-candidata Kamala Harris desiste da corrida democrata à Casa Branca

Lançada como um promissora campanha em janeiro, a democrata da Califórnia teve problemas nos últimos meses para definir sua posição com relação a vários assuntos internos dos EUA

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2019 | 16h24
Atualizado 04 de dezembro de 2019 | 16h45

WASHINGTON - A pré-candidata democrata Kamala Harris abandonou nesta terça-feira, 3, a disputa pela vaga do partido na eleição presidencial dos EUA em 2020. A senadora deixa a corrida após fracassar na arrecadação de fundos e enfrentar muita dificuldade para se destacar entre tantos candidatos – agora, ao todo, são 16 nomes brigando pela chance de enfrentar Donald Trump no ano que vem. "Minha campanha para presidente simplesmente não conta com as fontes de financiamento necessárias para continuar", disse a senadora, de 44 anos, em um e-mail a seus correligionários. 

Lançada como uma promissora campanha em janeiro, a senadora democrata da Califórnia teve problemas nos últimos meses para definir sua posição com relação a vários assuntos, mas principalmente sobre a reforma do sistema de saúde, um dos temas mais importantes para os eleitores americanos. 

Com a base do Partido Democrata caminhando cada vez mais para a esquerda, uma das maiores vantagens de Kamala – o fato de ela ter sido procuradora do Estado da Califórnia – acabou se tornando um problema, já que a maioria dos democratas adota hoje uma posição mais radical sobre o sistema de Jusitça. 

A decisão de Kamala foi tomada um dia depois de Steve Bullock, outro pré-candidato do Partido Democrata, anunciar sua desistência na corrida à Casa Branca. Bullock é governador de Montana, um Estado conservador, e também ocupava uma posição centrista entre os pré-candidatos do partido. 

Kamala deve continuar até o fim de seu mandato no Senado, em 2022. Negra, de ascendência jamaicana e indiana, ela foi eleita senadora em 2016. Além de representar uma opção mais moderada, ela representava uma renovação da classe política. Nas pesquisas, Kamala chegou a aparecer atrás apenas de Joe Biden e dos também senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren, que disputam o eleitorado mais esquerdista. No entanto, os últimos números foram decepcionantes – na maioria das sondagens, ela vinha tendo dificuldades para ultrapassar a barreira dos 5%./ANSA e AFP 

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