Pré-candidatos republicanos à presidência dos EUA apresentam visões confusas sobre política externa

Políticos protagonizam momentos constrangedores nos debates do partido

MICHAEL COHEN / FOREIGN POLICY, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2011 | 03h04

Uma das principais queixas sobre os debates presidenciais republicanos até agora é a falta de foco dos candidatos em política externa e segurança nacional. Se o debate republicano do dia 12, que se concentrou exclusivamente no tema, serve de indicação, tenham cuidado com o que desejam. Foi a primeira oportunidade de os principais candidatos do Partido Republicano falarem longamente sobre suas visões a respeito do papel dos EUA no mundo - e não foi algo particularmente bonito.

Apesar das limitações do debate - como qualquer discussão de 90 minutos com oito candidatos -, o que os americanos ouviram foi toda uma sessão de pancadaria contra o presidente Barack Obama e de alarmismo sobre Irã, China e terrorismo. Houve ainda apoio desqualificado ao suposto maior aliado dos EUA, Israel, e algum apoio apaixonado à tortura (com algumas condenações também). Viu-se muita crítica ao 1% do orçamento americano gasto com ajuda externa e algumas explicações bastante confusas, mas ocasionalmente interessantes, sobre o que os EUA deveriam fazer no Afeganistão e no Paquistão. E teve Herman Cain e sua marca exclusiva de estilização da política externa.

No conjunto, foi um belo saco de gatos. Como o próximo debate sobre política externa está marcado para quarta-feira, os candidatos estão, finalmente, organizando suas propostas a respeito do tema. A seguir, daremos um giro para ver como o Partido Republicano se saiu e como ele está encarando o assunto. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

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