REUTERS/Carlos Barria
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Pré-candidatos republicanos criticam o último discurso anual de Obama

Trump afirmou nunca ter visto um Discurso do Estado da União 'tão chato'; Democratas elogiaram o presidente americano 

O Estado de S. Paulo

13 Janeiro 2016 | 09h46

WASHINGTON - Os pré-candidatos republicanos à presidência dos Estados Unidos nas eleições de novembro, encabeçados pelo magnata Donald Trump, criticaram na terça-feira 12 o último Discurso do Estado da União do presidente Barack Obama, que recebeu afagos dos candidatos democratas que pretendem ocupar a Casa Branca dentro de um ano.

"O discurso do Estado da União foi um dos mais chatos, lents e sem substância que eu já vi", escreveu Trump em sua conta no Twitter, na qual também opinou que "o acordo (nuclear) com o Irã é terrível",após  Obama enaltecer o pacto alcançado no ano passado.

O segundo nas pesquisas do partido republicano, o senador Ted Cruz, defendeu sua decisão de não assistir ao discurso ao qual estão convidados todos os integrantes do Senado. "Acho que o discurso dessa noite não surpreendeu ninguém. Foi mais do mesmo. Tristemente, foi menos um Estado da União e mais um estado de negação. O presidente Obama demonstrou o quão desligado está (da realidade nos EUA)", afirmou Cruz em uma entrevista à emissora NBC News.

O senador pelo Texas também reprovou o fato de Obama não ter pronunciado as palavras "terrorismo islamita radical" nem mencionado os ataques em Paris e em San Bernardino (Califórnia), e o acusou de ter "minimizado o risco" que representa o Estado Islâmico (EI).

Por outro lado, o senador e pré-candidato republicano Marco Rubio assistiu ao discurso no Congresso, embora visivelmente cansado e pouco motivado pelas palavras de Obama.

O também senador Rand Paul se ausentou do discurso, mas chamou Obama de "mentiroso" no Twitter, enquanto o ex-governador da Flórida Jeb Bush criticou o trecho dedicado à política externa.

"Os EUA estão mais seguros? A Coreia do Norte está fazendo testes com material nuclear. A Síria está um caos. Os taleban seguem avançando. Esse presidente vive em um mundo diferente", disse Bush no Twitter.

Apoio. Os pré-candidatos democratas, especialmente Hillary Clinton, não tardaram em elogiar o último discurso anual de Obama. "Os EUA estão melhores devido à liderança do presidente. Estou orgulhosa de chamá-lo de meu amigo. Avancemos sobre esses progressos", tuitou a ex-secretária de Estado.

Hillary também publicou uma mensagem em espanhol, dizendo que Obama "manteve a economia forte e o país seguro. Isso é o que o presidente tem que fazer. É seu dever."

Seu principal rival democrata, o senador Bernie Sanders, também assistiu ao discurso no Congresso e disse no Twitter que o pronunciamento havia sido "importante" porque Obama lembrou ao país "que não tenha medo da mudança, mas aproveite a oportunidade para melhorar as vidas de todos os americanos".

O terceiro democrata em disputa, Martin O'Malley, escreveu no Twitter que "nenhum presidente nos tempos modernos herdou maiores desafios" que Obama, e graças a sua liderança "o país está mais forte".

WASHINGTON - Os pré-candidatos republicanos à presidência dos Estados Unidos nas eleições de novembro, encabeçados pelo magnata Donald Trump, criticaram na terça-feira 12 o último Discurso do Estado da União do presidente Barack Obama, que recebeu afagos dos candidatos democratas que pretendem ocupar a Casa Branca dentro de um ano.

"O discurso do Estado da União é realmente chato, lento, letárgico, muito difícil de ver!", escreveu Trump em sua conta no Twitter, na qual também opinou que "o acordo (nuclear) com o Irã é terrível",após  Obama enaltecer o pacto alcançado no ano passado.

O segundo nas pesquisas do partido republicano, o senador Ted Cruz, defendeu sua decisão de não assistir ao discurso ao qual estão convidados todos os integrantes do Senado. "Acho que o discurso dessa noite não surpreendeu ninguém. Foi mais do mesmo. Tristemente, foi menos um Estado da União e mais um estado de negação. O presidente Obama demonstrou o quão desligado está (da realidade nos EUA)", afirmou Cruz em uma entrevista à emissora NBC News.

O senador pelo Texas também reprovou o fato de Obama não ter pronunciado as palavras "terrorismo islamita radical" nem mencionado os ataques em Paris e em San Bernardino (Califórnia), e o acusou de ter "minimizado o risco" que representa o Estado Islâmico (EI).

Por outro lado, o senador e pré-candidato republicano Marco Rubio assistiu ao discurso no Congresso, embora visivelmente cansado e pouco motivado pelas palavras de Obama.

O também senador Rand Paul se ausentou do discurso, mas chamou Obama de "mentiroso" no Twitter, enquanto o ex-governador da Flórida Jeb Bush criticou o trecho dedicado à política externa.

"Os EUA estão mais seguros? A Coreia do Norte está fazendo testes com material nuclear. A Síria está um caos. Os taleban seguem avançando. Esse presidente vive em um mundo diferente", disse Bush no Twitter.

Apoio. Os pré-candidatos democratas, especialmente Hillary Clinton, não tardaram em elogiar o último discurso anual de Obama. "Os EUA estão melhores devido à liderança do presidente. Estou orgulhosa de chamá-lo de meu amigo. Avancemos sobre esses progressos", tuitou a ex-secretária de Estado.

Hillary também publicou uma mensagem em espanhol, dizendo que Obama "manteve a economia forte e o país seguro. Isso é o que o presidente tem que fazer. É seu dever."

Seu principal rival democrata, o senador Bernie Sanders, também assistiu ao discurso no Congresso e disse no Twitter que o pronunciamento havia sido "importante" porque Obama lembrou ao país "que não tenha medo da mudança, mas aproveite a oportunidade para melhorar as vidas de todos os americanos".

O terceiro democrata em disputa, Martin O'Malley, escreveu no Twitter que "nenhum presidente nos tempos modernos herdou maiores desafios" que Obama, e graças a sua liderança "o país está mais forte". /EFE

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