Frederic J. Brown/AFP
Frederic J. Brown/AFP

Pré-candidatos republicanos tentam garantir participação em 1.º debate nos EUA

Encontro realizado pela 'Fox News' terá a presença dos primeiros 10 colocados em pesquisas de opinião entre os 17 nomes do partido

O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2015 | 08h40

WASHINGTON - Os pré-candidatos republicanos à presidência dos EUA estão na reta final da seleção dos participantes do primeiro debate eleitoral das primárias do partido, que será realizada nesta quinta-feira, com a participação de apenas 10 dos 17 pré-candidatos, seguindo a classificação deles nas pesquisas.

Uma nova pesquisa divulgada no domingo 2 sobre as intenções de voto para as eleições de 2016 muda a classificação dos candidatos que poderiam participar do cotado debate do dia 6, em Cleveland (Ohio), cuja escalação definitiva só será conhecida na tarde de terça-feira.

A rede Fox News, que organiza o encontro, anunciou que os participantes serão escolhidos em função de uma média das últimas cinco enquetes confiáveis que forem divulgadas até às 17h (18h em Brasília) de 4 de agosto. Uma dessas enquetes poderia ser a apresentada no domingo pela emissora NBC News e o jornal Wall Street Journal, que muda ligeiramente o panorama dos possíveis participantes do debate.

O magnata Donald Trump se mantém nessa pesquisa em vantagem sobre os demais concorrentes, com 19% de aprovação; seguido do governador de Wisconsin, Scott Walker (15%); o ex-governador da Flórida Jeb Bush (14%); e o médico Ben Carson (10%). Em seguida, aparecem o senador Ted Cruz (9%); o ex-governador de Arkansas Mike Huckabee (6%); o senador Rand Paul (6%); o senador Marco Rubio (5%); o governador de Nova Jersey, Chris Christie (3%); o governador de Ohio, John Kasich (3%); e o ex-governador do Texas Rick Perry (3%).

Se as pesquisas não mudarem muito até a terça-feira, entrariam no debate Trump, Walker, Bush, Carson, Paul, Rubio, Cruz, Huckabee, Christie e Kasich.

A Fox organizaria outro debate, que seria transmitido quatro horas antes do principal, para os que não conseguirem entrar no "top 10" das enquetes. Pelo cenário atual, nesse segundo debate estariam Perry; o ex-senador Rick Santorum; o governador da Louisiana, Bobby Jindal; a ex-empresária Carly Fiorina; o ex-governador de Nova York George Pataki; o senador Lindsey Graham; e o ex-governador da Virgínia Jim Gilmore, que entrou na disputa na quarta-feira 29 de julho.

Pretensões. Em entrevista ao programa de TV Fox News Sunday, Kasich disse no domingo que gostaria muito estar no debate principal por ser "uma parte importante" de seu "futuro político". Já Perry, que perdeu a disputa à presidência em 2012, minimizou a importância do debate e garantiu que seu desempenho nos Estados cruciais de Iowa e New Hampshire será tanto ou mais importante do que estar entre os dez primeiros.

Trump afirmou que será "ele mesmo" no debate e não ofenderá seus rivais, mas irá contra-atacar caso alguém o provoque. "Francamente, quero conversar sobre os assuntos sérios. Não pretendo atacar ninguém nem ser desagradável", disse à rede de televisão NBC News.

No fim de semana, Jeb Bush, Marco Rubio, Ted Cruz, Scott Walker e Carly Fiorina participaram da reunião anual de simpatizantes de Charles e David Koch, os irmãos mais ricos do país, em um hotel de luxo na Califórnia. Os dois planejam gastar US$ 889 milhões em campanhas conservadoras para as eleições de 2016.

Aos 79 e 75 anos, respectivamente, Charles e David Koch ocupam a sexta posição na lista de mais ricos do mundo da revista Forbes, com uma fortuna de US$ 42,9 bilhões, a maior parte tendo como origem a indústria do petróleo. Os magnatas pertencem à ala mais conservadora do partido republicano e há anos investem parte de sua fortuna em campanhas políticas, mas neste ciclo buscam bater um recorde. /EFE


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