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TT News Agency/Janerik Henriksson via REUTERS
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'Precisamos de ajuda', diz o chefe de saúde de Estocolmo enquanto casos de covid crescem na Suécia

Bjorn Eriksson apelou às autoridades nacionais para enviar enfermeiros especializados e outros profissionais de saúde enquanto lutam para lidar com uma segunda onda do vírus

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2020 | 04h00

Bjorn Eriksson, chefe do serviço de saúde de Estocolmo apelou às autoridades nacionais nesta quarta-feira, 9, para enviar enfermeiros especializados e outros profissionais de saúde enquanto lutam para lidar com uma segunda onda de infecções por covid-19 que tem enchido enfermarias de cuidados intensivos na capital da Suécia.

“Precisamos de ajuda”, disse Eriksson, em entrevista coletiva. A Suécia, que não optou pelo tipo de bloqueio adotado por muitas outras nações europeias, sofreu muitas vezes mais mortes causadas pelo coronavírus per capita do que seus vizinhos nórdicos, com o total chegando a quase 7.300 na quarta-feira.

Estocolmo e arredores estão entre as áreas mais atingidas, com 2.836 mortes. As taxas de infecção estão aumentando novamente após uma calmaria em meados do segundo e começo do terceiro trimestre, e as unidades de tratamento intensivo agora estão lotadas.

Havia 814 pacientes com covid-19 sendo tratados em hospitais e enfermarias geriátricas de Estocolmo na quarta-feira, contra 748 na sexta-feira passada, disse a região. Isso se compara com o número de cerca de 1.100 pacientes durante o surto da doença no segundo trimestre.

Eriksson disse que 83 pacientes foram tratados em terapia intensiva em Estocolmo.

“Isso corresponde mais ou menos a todos os leitos de terapia intensiva que normalmente temos”, disse ele.

Diante de um aumento de novos casos nas últimas semanas, o governo sueco endureceu as restrições às reuniões públicas, enquanto as escolas secundárias foram instruídas a mudar para o ensino à distância pelo resto do semestre.

Na quarta-feira, o governo disse que queria que o parlamento lhe concedesse mais poder para implementar medidas de bloqueio, como o fechamento de shoppings e academias.

Até agora, no entanto, as medidas têm sido em sua maioria voluntárias e a mídia está cheia de fotos de ruas comerciais lotadas no período que antecede o Natal.

Eriksson pediu uma adesão mais estrita às diretrizes do governo para ajudar a aliviar a pressão sobre o sistema de saúde.

"Não pode valer a pena tomar drinques depois do trabalho e correr para comprar presentes de Natal. As consequências são horríveis”, disse ele. /Reuters

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