Preço do petróleo da Opep volta a superar US$ 58 por barril

O preço do barril (de 159 litros) de petróleo de referência da Opep voltou a superar os US$ 58 na sexta-feira passada, quando fechou a semana em US$ 58,05, com uma alta de US$ 0,91 frente ao valor de quinta-feira. Assim calculou hoje em Viena o secretariado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que diariamente publica o preço do barril de seu cru correspondente ao último dia útil anterior. A alta de sexta-feira deste barril, composto por onze qualidades de petróleo - uma por país-membro -, foi a quarta alta consecutiva, que somam quase US$ 2. Ao superar os US$ 58 por barril, o preço volta a se aproximar de seu valor recorde, de US$ 61,37, alcançado em 1º de setembro de 2005. No entanto, em sua média semanal o preço da "cesta-Opep" registrou uma ligeira queda e revela uma modesta mas constante moderação desde o início do mês, mantendo-se em um valor médio entre a média de janeiro e de fevereiro passado. Na semana passada, foi vendido a uma média de US$ 57,15, frente aos US$ 57,21 da semana anterior e de US$ 57,39 da primeira semana de março, enquanto que em todo fevereiro sua cotação média foi de US$ 56,62, e de US$ 58,47, em janeiro passado. Assim, neste ano, seu preço médio se situa em US$ 57,50, mais de 13% acima da média de 2005 (US$ 50,64 por barril) e quase 60% mais do que o valor médio de 2004 (US$ 36,05). Em um encarecimento paralelo, o barril de petróleo Brent, o de referência na Europa, subiu na sexta-feira US$ 0,21 para US$ 63,51 no International Petroleum Exchange (IPE), enquanto que o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), de referência para os EUA, terminou em US$ 64,26 por barril, depois de somar US$ 0,35 ao preço de quinta-feira na Bolsa Mercantil de Nova York (NYMEX). Na semana passada. "as preocupações pela situação na Nigéria", país-membro da Opep e oitavo produtor mundial de petróleo, foram importantes para a alta do petróleo, ressalta a empresa de consultoria especializada PVM em seu boletim de hoje. Os analistas de da empresa não avistam um alívio na situação de violência no Delta do Níger, onde a produção de 640.000 barris diários, mais da quinta parte do bombeio total do país, permanece suspensa.

Agencia Estado,

27 Março 2006 | 06h43

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