Preço do petróleo vai se manter, dizem analistas

A ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Afeganistão não mudou as projeções para o preço do petróleo nem as recomendações para as ações de companhias petrolíferas por parte dos analistas de Wall Street. "O petróleo não será usado como arma pelos países islâmicos para retaliar. Eles precisam da receita da exportação de petróleo tanto quanto o Ocidente precisa de petróleo", disse o estrategista global de petróleo do banco Lehman Brothers, Paul Cheng. Ele mantém a projeção para os preços do petróleo West Texas Intermediate (WTI, o óleo de referência do mercado americano) entre US$ 20 e US$ 24 o barril pelos próximos 12 meses. O vice-presidente da consultoria de energia Purvin & Gertz International Energy, Kenneth Miller, também acredita que a tendência de queda no preço médio do petróleo deverá se manter num cenário que só se altera "se houvesse um envolvimento no conflito militar por parte dos maiores produtores de petróleo do Oriente Médio". O principal foco do mercado, segundo ele, continuará sendo o impacto dos ataques na economia global, em particular dos Estados Unidos. Por isso, ele rebaixou a projeção da demanda mundial de petróleo para 2002 para um total de 77 milhões de barris/dia. Miller estima que até o final deste ano, o preço do petróleo irá oscilar numa faixa estreita de US$ 23 e US$ 24 o barril do WTI. O analista do setor de petróleo para América Latina do banco Bear Stearns, Marc McCarthy, não mudou as projeções para os países e companhias de petróleo latino-americanas. Ele projeta para 2002 um preço médio de US$ 18 o barril do WTI. Para McCarthy, diante dessa tendência de queda, "Venezuela, México e Argentina vão ser afetados. Países importadores tendem a se beneficiar. O Brasil vai se beneficiar um pouco, pois importa menos atualmente do que no passado." Leia o especial

Agencia Estado,

08 Outubro 2001 | 20h47

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