Preço mais caro reduz consumo de bebida alcoólica, diz estudo

Será que uma garrafa de cerveja ou vinho tem o mesmo apelo se for mais cara? Talvez não, segundo pesquisadores canadenses.

REUTERS

05 de janeiro de 2012 | 10h46

Um estudo publicado na revista Addiction mostrou que para cada 10 por cento de aumento no preço mínimo de bebidas alcoólicas havia uma redução média de 3,4 por cento no consumo geral de álcool, e que a diminuição poder ser ainda maior dependendo do tipo de bebida.

Foram usados dados de 1989 a 2010 relativos à província canadense da Colúmbia Britânica, onde o governo estipula um preço mínimo para as bebidas e mantêm estatísticas sobre as vendas. Mesmo levando em conta outros indicadores econômicos gerais, os pesquisadores encontraram uma forte ligação entre os preços e os padrões de consumo.

"Aumentos nos preços mínimos das bebidas alcoólicas podem reduzir substancialmente o consumo de álcool", escreveu a equipe comandada pelo pesquisador Tim Stockwell, diretor do Centro de Pesquisas das Dependências da Colúmbia Britânica.

Ele disse que a conclusão pode ter importantes implicações para a saúde pública, já que a redução do consumo de álcool reduziria os acidentes de carros e doenças como a cirrose.

"Todas essas coisas estão relacionadas ao uso excessivo do álcool. O acesso à nossa droga favorita tem um preço", afirmou ele à Reuters Health.

Para cada 10 por cento de aumento no preço de uma bebida alcoólica, a queda no consumo foi de 6,8 por cento no caso de destilados e licores, 8,9 por cento para o vinho, 13,9 por cento para cidras e sodas alcoólicas, e 1,5 por cento para a cerveja.

Tim Naimi, da Escola de Medicina da Universidade de Boston, disse que a elevação no preço mínimo das bebidas é "como uma bala de prata" no controle do consumo de álcool.

"Trata-se de uma descoberta importante sobre uma política eficaz, mas subutilizada", acrescentou Naimi, que estuda políticas de controle do álcool, mas não participou do estudo.

Ele ressalvou, no entanto, que a elevação dos preços pode induzir os consumidores a optarem por bebidas mais baratas. A solução seria impor alíquotas tributárias diferentes para os diversos tipos de bebidas alcoólicas.

Fonte: http://bit.ly/A00qHE

(Reportagem em New York de Andrew Seaman, da Reuters Health)

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