AP
AP

Preços desaceleram, mas Venezuela fecha 2013 com inflação de 56%

Congelamento de preços conseguiu conter inflação; BCV estuda mudar cálculo do índice em 2014

O Estado de S. Paulo,

30 de dezembro de 2013 | 16h55

Com 20 dias de atraso, o Banco Central da Venezuela (BCV) divulgou nesta segunda-feira, 30, a taxa de inflação em novembro e dezembro. Já sob impacto das medidas econômicas de congelamento de preços do presidente Nicolás Maduro, que definiu, por decreto, o que deveria ser cobrado por peças de vestuário e eletrodoméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)desacelerou para 4,8% em novembro e 2,2% em dezembro, depois de uma alta de 5,1% em outubro.

O BCV não divulgou os números referentes a inflação nos 12 meses terminados em novembro e dezembro. Poucas horas depois da divulgação do INPC. em pronunciamento no qual fez um balanço de 2013, Maduro disse que a alta dos preços em 2013 ficou em 56,2%, número similar ao calculado por  economistas de consultorias privadas.

“Essa inflação incomum de 56% foi provocada pela especulação do capitalismo parasitário”, disse Maduro. “Os preços estavam inflados em mais de 4000%.”

Apesar do atraso, atribuído ao caráter “inédito” das medidas tomadas por Maduro, o BCV não divulgou o nível de escassez de produtos da cesta básica e prometeu mudar, já em 2014, o método de cálculo do INPC. Segundo o ministro da Economia Nelson Merentes, o governo espera uma inflação entre 26% e 28% em 2008. 

Economistas são céticos em relação à eficácia das reformas econômicas e às previsões do governo. “A desaceleração de dezembro é temporária”, avalia Francisco Rodriguez, economista-chefe do Bank of America para a região dos Andes. “ Sem mudanças estruturais, a inflação continuará a subir em 2014 e pode chegar a 75%.” /EFE e NYT

Tudo o que sabemos sobre:
Venezuela

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.