Prédio do Ministério do Interior do Egito é incendiado

O prédio do Ministério do Interior, no Cairo, capital egípcia, foi incendiado hoje logo após milhares de policiais protestarem ali para exigir melhores condições de trabalho, informou um correspondente da France Presse. As chamas se espalharam para um prédio vizinho no complexo do ministério, na área de Lazoghly, no centro da cidade, enquanto as equipes de emergência tentavam conter o fogo.

AE, Agência Estado

22 de março de 2011 | 14h56

Testemunha do ocorrido, Walid Ibrahim disse à televisão estatal que as chamas ocorreram de repente no quarto e quinto andares do prédio. Não há informações sobre vítimas nem está claro o que iniciou o fogo. Os manifestantes no local negaram envolvimento. "Nós estávamos exigindo uma negociação com o ministro sobre salários e então, de repente, vimos o fogo vindo do prédio", disse Essam Issa, membro da força de polícia que estava protestando fora do ministério. "Eles nos culparão, mas nós não temos nada a ver com isso."

Oficiais de polícia atearam fogo ao mesmo prédio em 23 de fevereiro, ao atirar bombas em meio a um protesto em que exigiam ser readmitidos. Treze ex-oficiais de polícia foram presos e condenados há cinco anos pelo ataque. O Egito tem enfrentado vários protestos por melhores salários desde o levante de 18 dias contra o então presidente Hosni Mubarak, que renunciou em 11 de fevereiro.

O complexo Lazoghly era sede do serviço de investigações estatal, o braço do Ministério do Interior que monitorava a oposição política e era acusado por grupos pelos direitos humanos de abusos. Neste mês, manifestantes invadiram e saquearam vários prédios estatais pelo país. Alguns deles disseram que viram policiais tentando atear fogo a documentos e os detiveram a fim de evitar a destruição. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
EgitoincêndioMinistério do Interior

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.