Jorge Guerrero/AFP
Jorge Guerrero/AFP

Prefeita de Barcelona é contra separação da Catalunha e pede cautela de Madri

Ada Colau exigiu que líder catalão e primeiro-ministro da Espanha 'não tomem nenhuma decisão que possa dinamitar a possibilidade de um espaço de diálogo' e ajam 'com a cabeça fria e com responsabilidade'

O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2017 | 18h10

BARCELONA - A prefeita de Barcelona, Ada Colau, pediu ao líder da região (Generalitat) da Catalunha, Carles Puigdemont, que não faça uma declaração unilateral de independência nesta terça-feira 10, quando comparecer ao Parlamento catalão.

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Em pronunciamento, Colau exigiu que Puigdemont e o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, "não tomem nenhuma decisão que possa dinamitar a possibilidade de um espaço de diálogo" e ajam "com a cabeça fria e com responsabilidade".

As palavras de Colau, ditas na Câmara Municipal de Barcelona em frente a uma coalizão de esquerda, chegam um dia antes do comparecimento de Puigdemont ao Parlamento regional, no qual falará sobre os resultados do plebiscito votado no dia 1º de outubro. A chance de ser feita uma declaração unilateral de independência é real e motivou a fala de Colau nesta segunda-feira, 9.

A prefeita também exigiu que Rajoy não aplique o artigo 155 da Constituição, com o qual o governo central assumiria diretamente as competências e funções da autonomia catalã.

Semana decisiva. Além da expectativa com a fala de Puigdemont, também há a previsão de que Rajoy discurse para os deputados no Congresso da Espanha na tarde desta quarta-feira 11, sobre a situação política na região da Catalunha.

Colau se referiu ao plebiscito como um "ato de soberania popular" que marca "um antes e um depois na política catalã" e "uma janela de oportunidade para o diálogo", mas ressaltou que os resultados dessa votação "não podem ser um aval para proclamar a independência".

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Além disso, a prefeita pediu para Puigdemont pensar no conjunto da Catalunha e não se precipitar, de modo a não colocar a sociedade em perigo e a fazer com que Rajoy "escute a população, que não quer mais tensão". "Não é o momento do choque de trens, é momento do diálogo, de imaginar novos caminhos", acrescentou Colau/EFE

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