Prefeito aceita demolir prédio de colonos em Jerusalém

O prefeito de Jerusalém concordou em retirar os colonos judeus de um prédio construído ilegalmente no coração de um bairro predominantemente árabe. No entanto, também planeja demolir 200 prédios de palestinos construídos sem permissão no mesmo bairro, disse hoje o porta-voz do prefeito Nir Barkat. A soberania sobre Jerusalém Oriental, a parte árabe da cidade, é uma das mais explosivas questões no conflito israelo-palestino. Evacuações e demolições têm levado a protestos violentos das duas partes em conflito.

AE-AP, Agencia Estado

04 de fevereiro de 2010 | 16h33

O prefeito Barkat, que se opõe a dividir Jerusalém com os palestinos em qualquer acordo de paz, tentou bloquear uma ordem de evacuação do prédio de sete andares, mas o procurador-geral de Israel apoiou a ordem e Barkat não teve opção a não ser aceitá-la. No release divulgado na noite de ontem, Barkat anunciou que evacuará a estrutura. O comunicado diz que ele foi "forçado a tomar ações para conduzir todas as demolições no bairro de Silwan".

O porta-voz de Barkat, Stephan Miller, disse que não existe prazo para o prédio, construído ilegalmente em 2004, ser demolido, bem como para as pessoas serem retiradas antes. A municipalidade informou também que demolirá 200 prédios de palestinos - nem todos são residências - construídos ilegalmente. Os palestinos informaram que não recebem permissões para construir das autoridades israelenses.

"Esta é uma provocação que sabota o processo de paz", disse Rafiq Husseini, um assessor próximo ao presidente palestino Mahmoud Abbas. "Nenhum processo de paz pode sobreviver e nenhuma negociação pode começar enquanto as casas das pessoas são demolidas em Jerusalém", disse Husseini.

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