AFP PHOTO / dpa / Oliver Berg / Germany OUT
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Prefeito alemão leva facada em restaurante por apoiar imigrantes

Agressor tinha 56 anos e estava alcoolizado; cidade de Altena, no oeste do país, é favorável a refugiados

O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2017 | 09h25

BERLIM - Andreas Hollstein, prefeito de Altena, cidade no oeste da Alemanha, foi ferido após receber uma facada no pescoço de um homem que protestava contra a política a favor de refugiados do município, informou o governo local na terça-feira, 28.

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O prefeito foi ferido no pescoço quando estava na frente de um restaurante kebab. O agressor, de 56 anos, visivelmente alcoolizado segundo testemunhas e armado com uma faca de 30 centímetros, perguntou: "Você é o prefeito?". Então, criticou duramente sua política de acolhida de imigrantes, relatou a imprensa alemã.

Em seguida, agrediu-o, antes de ferir levemente um funcionário do restaurante, que agiu em defesa do prefeito. Com cerca de 18 mil habitantes e com uma política favorável a imigrantes, a cidade acolheu mais refugiados do que lhe cabia, segundo o sistema nacional de distribuição.

Os serviços de segurança partem do princípio de que esse ataque tem uma motivação política, dadas as palavras pronunciadas pelo agressor", indicou o ministro-presidente do Estado regional de Renânia do Norte-Westfália, onde aconteceu o ataque, na noite de segunda.

Nesta terça, a chanceler Angela Merkel condenou o ataque contra Hollstein, membro do partido conservador, CDU. "Estou horrorizada com esse ataque a faca", disse no Twitter, segundo seu porta-voz.

Cenário

Mais de um milhão de solicitantes de asilo chegaram à Alemanha desde 2015, após a decisão de Angela Merkel de abrir as portas do país para os refugiados. Essa decisão lhe rendeu críticas e um aumento considerável da presença da extrema direita no Parlamento, após as eleições legislativas de setembro.

O caso de Altena relembra uma agressão parecida contra a prefeita de Colônia, Henriette Reker, em outubro de 2015. Ela foi gravemente ferida por um simpatizante de extrema direita que denunciava a chegada de solicitantes de asilo à cidade. / AFP

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