Spencer Platt/AFP
Spencer Platt/AFP

Prefeito assegura que Nova York está pronta para dar boas-vindas ao papa

De Blasio destaca segurança é absolutamente extraordinária, liderada pelo serviço secreto

O Estado de S. Paulo

22 Setembro 2015 | 00h00

NOVA YORK - O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, garantiu na segunda-feira que a cidade está pronta para dar "calorosas boas-vindas" ao papa Francisco em sua "histórica visita" à 'Big Apple', onde chegará na próxima quinta-feira, vindo de Washington.

"Ninguém está nervoso, todo mundo está concentrado na sua visita", afirmou De Blasio em entrevista coletiva na prefeitura, na qual reiterou que foram meses de preparação para sua segurança, em um trabalho coordenado entre o serviço secreto, o FBI e a polícia da cidade.

"A segurança é absolutamente extraordinária, liderada pelo serviço secreto. Acreditamos que as coisas estão saindo bem. Foram tomadas muitas medidas, algumas serão visíveis, outras não", acrescentou.

De Blasio assegurou que os nova-iorquinos poderão lidar com todas as medidas, que incluem o fechamento de ruas, já que a visita do papa coincide com a de mais de uma centena de chefes de Estado em Nova York para participar de atos na sede das Nações Unidas.

A agenda do pontífice em Nova York inclui um ato na catedral de Saint Patrick na quinta-feira, e, na sexta-feira, uma mensagem na sede das Nações Unidas e uma visita ao monumento que lembra às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Além disso, fará um encontro com imigrantes e refugiados em uma escola do bairro latino do Harlem, um percurso pelo Central Park e uma missa no Madison Square Garden.

De Blasio anunciou durante a entrevista coletiva que um grupo de crianças de Staten Island, ao sul de Manhattan, foi escolhido para estar no evento do Central Park, onde estarão presentes cerca de 80 mil pessoas.

"Estas crianças aprenderam que Francisco é argentino, que foi uma criança como eles e se transformou em uma das vozes mais poderosas", comentou, ressaltando que a visita do pontífice será uma experiência "incrível" para os nova-iorquinos.

"Significa muito para milhões de católicos, mas também atrai a atenção de outros", assinalou. Ele destacou que o papa deixou escutar sua voz pela justiça econômica, pelos direitos dos imigrantes por ações pela mudança climática.

"Precisamos de sua voz em Nova York", concluiu. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.