Mauricio Dueñas/Efe
Mauricio Dueñas/Efe

Prefeito de Buenos Aires é favorito à reeleição

Tradicionalmente, capital elege prefeito na oposição do presidente; candidato de Cristina está 15 pontos atrás

AE, Agência Estado

08 de julho de 2011 | 14h39

BUENOS AIRES - O atual prefeito de Buenos Aires, o conservador Mauricio Macri, é amplamente favorito para conseguir a reeleição no domingo, 10, diante de um adversário apoiado pela presidente Cristina Kirchner. A disputa na capital da Argentina é um importante teste eleitoral, antes da eleição presidencial de outubro.

 

Mesmo uma vitória folgada de Macri, porém, não deve atrapalhar as chances de Cristina obter um segundo mandato. "O voto na cidade é totalmente desvinculado da eleição nacional", afirma o analista político Jorge Giacobbe. "Os argentinos não querem mudança agora. Eles estão votando nos ocupantes dos cargos, porque querem manter o status quo. Estão confortáveis com o equilíbrio de poder da forma como ele está".

 

Prefeito na oposição do presidente

 

Analistas dizem que os eleitores parecem relativamente satisfeitos com a administração de Macri na cidade e com Cristina no nível nacional. Neste ano, a economia deve crescer até 8%, auxiliando os políticos a seguirem no poder.

 

A cidade de cerca de 3 milhões de habitantes tradicionalmente elege um prefeito de oposição ao presidente. Em 2007, Macri venceu em segundo turno com 60% dos votos, enquanto Cristina ficou com 45% na disputa nacional. A história deve se repetir, mostram as pesquisas até o momento, com o partido de Macri, o Pro, de centro-direita, levando a capital e Cristina a presidência. O governo central apoia Daniel Filmus em Buenos Aires.

 

A empresa de pesquisas Poliarquía mostrou nesta sexta-feira, 8, apoio de 45,3% para Macri, enquanto Filmus aparece com 30,5%. O cineasta esquerdista Fernando "Pino" Solanas estava com apenas com 11%, em terceiro lugar. Para vencer, o candidato precisa de mais de 50% dos votos, ou acontecerá um segundo turno em 31 de julho.

 

Macri chegou a considerar concorrer com Cristina pela presidência em 23 de outubro, porém recuou após pesquisas mostrarem que ele não tinha tanto apoio em nível nacional.

 

 As informações são da Dow Jones

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