Prefeito de Lhasa assegura que cidade está 'em calma'

Relatório do Governo tibetano no exílio insistiu que pelo menos 100 pessoas morreram nos distúrbios

EFE

16 de março de 2008 | 04h19

O prefeito de Lhasa, Doje Cezhug assegurou neste domingo que a cidade está "em calma" e que "a situação geral no Tibete é boa" após os graves distúrbios registrados na sexta-feira, dos quais acusou "monges e delinqüentes". Doje, citado pela agência oficial chinesa "Xinhua", ressaltou que "estes atos são absolutamente dirigidos a perturbar a feliz e estável vida do povo do Tibete", destacando que "o Governo é capaz de manter a estabilidade para a população". Fontes oficiais chinesas confirmaram no sábado a morte dez pessoas, "todas elas civis inocentes", nos distúrbios de Lhasa, capital da região tibetana, e anunciaram que 12 membros das forças de segurança ficaram gravemente feridos na revolta, dos quais dois estão "em estado crítico". Já um relatório não confirmado do Governo tibetano no exílio insistiu que pelo menos 100 pessoas morreram durante os distúrbios. Segundo as primeiras estimativas antecipadas pelas autoridades chinesas, que assinalaram que "não aconteceram incidentes violentos ao longo de todo o sábado", os distúrbios deixaram um saldo de "22 prédios e dúzias de veículos policiais e particulares queimados", além de "uma centena de lojas saqueadas". As autoridades não confirmaram se a capital tibetana está sob toque de recolher, mas reconheceram que impuseram um "controle do tráfego nas ruas principais" de Lhasa, onde a comunicação telefônica ainda não foi restabelecida.

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