EFE/Will Oliver
EFE/Will Oliver

Prefeito de Londres pede calma à população após ataque com faca

Suposto agressor tem 19 anos e sofre de problemas mentais, segundo a polícia local; uma americana de 60 anos morreu e cinco pessoas ficaram feridas no episódio

O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2016 | 08h48

LONDRES - O prefeito de Londres, Sadiq Khan, pediu nesta quinta-feira, 4, aos londrinos que permaneçam "tranquilos e alertas" após o ataque com faca realizado na quarta-feira, que deixou uma mulher morta e cinco feridos.

A polícia anunciou que o jovem detido após o episódio ocorrido na Russel Square, perto do Museu Britânico, era suspeito de assassinato e não levantou suspeitas “terroristas”. "Convoco os londrinos a permanecerem tranquilos e alertas. Por favor, avisem a polícia sobre qualquer ato suspeito", disse o prefeito de Londres em um comunicado.

O suposto autor do ataque, um homem de 19 anos, tem problemas mentais, indicou a polícia. Ele foi detido pouco depois das 22h40 locais (18h40 em Brasília) e atualmente está no hospital. Os primeiros indícios sugerem que sua saúde mental teve um papel significativo no caso, disse o vice-delegado da Polícia de Londres, Mark Rowley. Segundo a agência de notícias Reuters, o agressor é um norueguês de origem somali.

"Continuamos concentrando nossa investigação na saúde mental, mas estamos abertos" a outras possibilidades, indicou pouco depois uma nota da Scotland Yard. A investigação está a cargo do departamento de homicídios da Polícia de Londres, mas contará com o apoio do setor antiterrorista.

Além da vítima - uma americana de 60 anos -, outras cinco pessoas ficaram feridas, sendo três homens e duas mulheres. Três delas já saíram do hospital. "Um homem foi preso na cena do crime. A polícia falou com ele e agora tenta descobrir todos os fatos e motivos do ataque", explicou Khan.

O agressor foi detido graças a uma pistola elétrica. A praça onde ocorreu o ataque foi isolada pela polícia e as equipes forenses instalaram uma tenda. "Estava comprando uma cerveja quando ouvi uma mulher gritar sendo perseguida por um homem. Pensei que era um assalto, ela não estava ferida", contou Xavery Richert, um turista francês de 22 anos hospedado em um albergue da praça. "Quando saí para fumar, olhei e havia os bombeiros e a polícia. Depois vi o corpo embaixo de um lençol, só era possível ver os pés", acrescentou.

Constantine Somerville, um vizinho, explicou que a região "normalmente é uma zona segura, sobretudo à noite. Por que alguém atacaria um bairro assim?".

Suspeitas. No domingo, o chefe da polícia de Londres, Bernard Hogan-Howe, havia advertido para a possibilidade de um ataque no Reino Unido. "Como pessoa encarregada de evitar um ataque assim, sei que gostariam que tranquilizasse vocês. Mas temo não poder fazer isso completamente", declarou na ocasião, respondendo ao temor de atentados como os cometidos nos últimos meses na França e na Alemanha.

Desde agosto de 2014, o nível de alerta no Reino Unido está no nível “grave”, o segundo mais alto, que significa que um ataque é "altamente provável".

Para evitar novos atentados, a polícia de Londres havia anunciado na quarta-feira, antes do ataque, a mobilização de 600 policiais adicionais. Em dezembro de 2015, um mês após os ataques de Paris, a polícia de Londres anunciou que iria munir seus agentes com armas curtas, semiautomáticas e pistolas elétricas do tipo taser. / Reuters e AFP

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