Prefeito de NY estima que 40 mil casas estão inabitáveis

Nova York está sendo confrontada por mais um problema causado pela passagem do furacão Sandy: milhares de pessoas estão em residências sem condições de habitação, em meio a uma queda abrupta das temperaturas. O prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg, estima que entre 30 mil a 40 mil casas tenham ficado inabitáveis em consequência da supertempestade trazida pelo furacão.

CYNTHIA DECLOEDT, Agência Estado

04 de novembro de 2012 | 17h21

O furacão Sandy atingiu 15 Estados, com ventos fortes e elevações das marés, as quais provocaram a morte de pelo menos 109 pessoas nos Estados Unidos e no Canadá, além de bilhões de dólares em prejuízos.

"Está começando a esfriar e as pessoas estão em casas que não são habitáveis", disse o governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, em entrevista para a imprensa. "Milhares de pessoas precisarão de uma solução imediatamente", acrescentou. "Será um grande problema de habitação", afirmou.

Bloomberg comparou a crise habitacional em Nova York à de New Orleans, após a passagem do furacão Katrina, em 2005. "Desconheço situação em que tal número de pessoas precisou de residência do dia para a noite", disse Bloomberg.

Milhares de pessoas abandonaram Nova Orleans e encontraram abrigo em outras cidades, "neste caso as pessoas permanecem na cidade de Nova York e é um desafio para nós", observou Bloomberg.

Mais de 200 mil refeições são distribuídas todos os dias para os idosos e outras pessoas vítimas do furacão. A cidade está dependendo de ônibus especiais e pedindo aos desabrigados para irem aos centros de emergência que continuam abertos.

As áreas mais pobres da cidade, incluindo os distritos de Rockaway e Staten Island, foram os mais atingidos pela tempestade e Bloomberg foi alvo de palavrões quando visitou a área sábado.

Bloomberg suspendeu a maratona internacional de Nova York neste domingo, em consequência de protestos por causa dos elevados gastos com o evento em um momento em que as necessidades da cidade são altas.

A situação é crítica em Nova Jersey, onde pelo menos um milhão de pessoas permaneciam sem eletricidade neste domingo. A falta de combustível obrigou o governador Chris Christie a anunciar o racionamento ontem.

Cerca de 730 mil pessoas no Estado de Nova York ainda estão sem eletricidade, quase uma semana após a passagem do furacão, incluindo 145 mil na cidade de Nova York, disse o governador.

O condado de Nassau, um das partes mais ricas dos Estados Unidos, é agora a mais gravemente atingida com 266 mil pessoas ainda no escuro.

Cuomo afirmou que algumas pessoas podem ter de esperar duas semanas até que a energia seja restabelecida.

Com os motoristas esperando várias horas em filas nos postos de gasolina, Cuomo e Bloomberg pediram paciência e insistiram que o abastecimento está melhorando.

Em Coney Island, as pessoas esperam em fila durante até seis horas para ter acesso a gasolina de graça que as autoridades federais enviaram para Nova York, para aliviar o desabastecimento. As temperaturas em Nova York despencaram ontem à noite.

"Tenho de alimentar as crianças, tenho de limpar essa sujeira terrível, tenho de me preparar para trabalhar amanhã, mas tenho um gerador e por isso tenho de permanecer nessa fila", disse uma residente.

Muitos dos poucos postos de gasolina que estão abertos em Nova York limitam a venda a 30 dólares de combustível por vez, o que corresponde a cerca de um terço de um tanque de gasolina de um automóvel norte-americano.

Os serviços nas estações de metro estão voltando ao normal e quase todas as escolas reabrirão amanhã. As informações são da Dow Jones.

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