Prefeito disse que Hitler matou poucos ciganos e é condenado na França

Bourdouleix deverá pagar 3 mil euros de multa após acusação de apologia a um crime contra a humanidade

O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2014 | 15h06

PARIS - O deputado francês e prefeito de Cholet, Gilles Bourdouleix, foi condenado nesta terça-feira, 12, pelo Tribunal de Apelação de Angers a pagar 3 mil euros de multa por ter dito que Adolf Hitler "talvez não tenha matado ciganos suficientes".

O político, ex-integrante do partido centrista União de Democratas e Independentes (UDI), havia sido condenado em primeira instância à mesma pena pelas declarações feitas em julho de 2013. Na ocasião, o prefeito repreendeu os ocupantes de 150 caravanas instaladas sem permissão em um terreno agrícola de Cholet, município com cerca de 50 mil habitantes que fica próximo a Nantes.

Bourdouleix tentava convencer os ciganos a abandonar o acampamento, mas eles responderam com uma saudação nazista e chamaram o prefeito de racista.

A partir dessa resposta, o político fez o comentário sobre Hitler, divulgado pelo jornal Le Courrier de l'Ouest e confirmado pelas pessoas que estavam no local, o que desencadeou uma investigação por "apologia de crime contra a humanidade".

Bourdouleix, que argumentou que suas palavras tinham sido tiradas de contexto e havia sido vítima de uma "manipulação" jornalística, acabou sendo excluído do UDI. / EFE

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