Prefeito entrega-se por acusação de assassinato racial em 1969

O prefeito da cidade norte-americana de York, Charlie Robertson, entregou-se hoje para responder a acusação de assassinato de uma mulher negra em 1969 durante distúrbios raciais. Numa declaração juramentada, um co-acusado disse que Robertson lhe entregou a munição que usou para matar a mulher e ordenou a ele para eliminar "quantos pretos pudesse".A juíza distrital Barbara Nixon marcou para 25 de maio a audiência preliminar de Robertson e ordenou sua detenção. Ele deverá pedir para ser libertado sob fiança.Rick Lunn Knouse, um dos cinco outros homens acusados no caso, disse a um grande júri que usou a munição para disparar contra o carro de Lillie Belle Allen, de 27 anos.Robertson, 67 anos, disse ao chegar ao escritório de Nixon que é "totalmente" inocente. Ele admitiu apenas ter gritado "Viva o poder branco" durante os distúrbios raciais, nos quais, além da mulher negra, um policial branco foi morto, mais de 60 pessoas ficaram feridas, 100 foram presas e quarteirões inteiros foram incendiados.

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