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Prefeito Pete é azarão em prévia democrata

O prefeito de South Bend, Indiana, está em terceiro, atrás apenas de Joe Biden e Bernie Sanders, nas pesquisas e roubou nas últimas semanas a atenção do texano Beto O’Rourke

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2019 | 05h00

Ele está em terceiro, atrás apenas de Joe Biden e Bernie Sanders, nas pesquisas em Iowa, Estado que inaugura as prévias democratas. Prefeito de South Bend, Indiana, Pete Buttigeig (lê-se “but’edjedj”) roubou nas últimas semanas a atenção do texano Beto O’Rourke e, mesmo que seja difícil que dispute a presidência, tornou-se o azarão favorito na corrida para desafiar Donald Trump em 2020.

Nada mais diferente de Trump do que o prefeito Pete. Aos 37 anos, é um cosmopolita que toca guitarra e piano clássico, fala espanhol, italiano, francês, maltês (seu pai era de Malta), norueguês (aprendeu para ler um escritor favorito), árabe e dari (variante afegã do persa). Assumiu ser homossexual na véspera da decisão da Suprema Corte sobre o casamento gay. Casou-se no ano passado com um professor do ensino fundamental.

Citado já em 2016 entre os democratas promissores por Barack Obama, critica o conservadorismo do vice Mike Pence e, em entrevista à Esquire, compara a eleição presidencial ao Ulisses, de James Joyce, cuja essência, diz ele, “não poderia ser mais democrática”. No vídeo em que lançou sua candidatura, diz pertencer à nova geração que começa a surgir: “Somos a geração que viveu os massacres nas escolas, que serviu nas guerras depois do 11 de Setembro. Somos a primeira geração que ganha menos que os pais, a não ser que façamos algo diferente.”

Indicadores da catástrofe humanitária na Venezuela

A Human Rights Watch lançou um estudo, em parceria com a Universidade Johns Hopkins, que tenta suprir a falta de estatísticas oficiais sobre a catástrofe humanitária na Venezuela. “O governo Maduro é o grande culpado pela falta de resposta internacional coordenada à crise”, diz o estudo. A tabela revela a extensão da calamidade.

Filme sobre Bannon  revela lição de Trump

Depois de American Dharma, de Errol Morris, acaba de estrear nos Estados Unidos um novo documentário sobre Steve Bannon, ex-estrategista-chefe de Donald Trump também ligado à família Bolsonaro. The Brink, de Alison Klayman, acompanha Bannon por um ano depois da saída da Casa Branca, precipitada pela violência neonazista de Charlottesville em 2017. Menos simpática a Bannon que Morris, ela o retrata como uma espécie de subversivo cômico, com duas camisas de flanela, uma sobre a outra. Ele afirma não haver exposição na imprensa que seja negativa: “Trump me ensinou essa grande lição”.

Putin despista drones simulando sinal de GPS

Um novo relatório da organização C4ADS e da Universidade do Texas, em Austin, revelado pela revista americana Foreign Policy, verificou que a Rússia usou pelo menos 9.883 vezes, entre fevereiro de 2016 e novembro de 2018, equipamentos que simulam sinais de GPS para embaralhar sistemas de navegação e evitar ataques de drones. A tecnologia, diz o relatório, foi usada na Síria e acompanha o presidente Vladimir Putin em todo deslocamento. Nos últimos anos, o custo da tecnologia caiu de US$ 10 mil para US$ 350.

Na UE, rede social pagará a produtor de conteúdo 

O Conselho Europeu deverá ratificar na terça-feira a nova diretriz de direito autoral recém-aprovada no Parlamento da União Europeia, por 348 votos a 274. A nova norma estabelece que redes sociais e agregadores de notícias paguem a geradores de conteúdo para exibir trechos com links à produção deles. Também torna sites como o YouTube responsáveis por infrações de copyright cometidas por seus usuários.

‘Post’ acusado de barrar denúncia de assédio

O diretor de redação do Washington Post, Marty Baron, estrela de Spotlight – filme sobre o escândalo de pedofilia na Igreja vencedor do Oscar – foi acusado pela jornalista Iris Carmon, em artigo na revista New York, de ter cedido à pressão para não publicar, em reportagem sobre assédio sexual na CBS, acusações fundamentadas contra o executivo Jeff Pager, diretor do programa 60 Minutes (que promovia uma investigação sobre opiáceos em parceria com o Washington Post). Confirmadas e depois reveladas por Ronan Farrow na New Yorker, as acusações levaram à demissão e a dezenas de processos contra Pager.

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