Prefeitos da oposição se reúnem para definir ações

A Associação de Prefeitos da Venezuela, formada por 70 governantes locais opositores, anunciou ontem que fará uma reunião nesta quinta-feira para apresentar as manifestações que serão realizadas nos municípios após a prisão do prefeito de Caracas.

O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2015 | 02h02

"A prisão de um dos nossos integrantes fundamentais, Antonio Ledezma, nos deixa mais fortes", afirmou o porta-voz da associação, Gerardo Blyde, ao jornal La Nación.

Blyde condenou a maneira como Ledezma - um dos maiores opositores ao governo de Nicolás Maduro - foi preso, sem a especificação dos crimes que ele teria cometido, e ressaltou que a detenção viola o direito de defesa.

"Lutamos contra um sistema no qual a separação de poderes foi extinta. Tentam nos prender ou tirar nosso poder (de governar)", afirmou o presidente da associação. Segundo ele, os prefeitos continuarão "lutando pelo povo".

Organizações locais também se solidarizaram com Ledezma e exigiram sua libertação, de acordo com o La Nación. "A situação de Ledezma hoje será amanhã o caso dos 17 prefeitos de Táchira, que constitucionalmente representam a maioria do Estado. O que nós prefeitos que queremos um país melhor não podemos fazer é nos esconder, temos que dar a cara aos nossos cidadãos", disse o prefeito de Torbes, Alberto Maldonado, que integra a Associação de Prefeitos Democráticos de Táchira.

Tudo o que sabemos sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.